sábado, 20 de junho de 2009

PORNOGRAFIA - MANTENHA-SE LONGE DELA

1 - A pornografia é uma prática pecaminosa Deus criou o sexo e a expressão sexual entre o homem e a mulher no contexto do casamento (Gn 2.24).A pornografia é uma distorção de algo belo e sublime criado por Deus. Deus aprova quando um homem e uma mulher se relacionam sexualmente no contexto do casamento, mas reprova quando a expressão sexual se torna algo banal e vulgar (1 Ts 4.3-7).
2 - A pornografia apresenta um sexo irrealNela não se encontra o romantismo, as expressões de ternura, a santidade que deve estar presente no leito conjugal, o diálogo, o respeito mútuo, as preliminares que fazem parte da intimidade sexual de um casal. O que a pornografia apresenta é um sexo desprovido de amor, apenas um ato físico grotesco.
3 - A pornografia rouba o tempo das pessoasA pornografia é uma grande ladra do tempo que poderia ser dedicado ao cônjuge, aos filhos, aos amigos, à comunhão com Deus, a leitura de bons livros que poderiam servir de edificação. Pessoas passam horas e horas na frente de um computador, tirando a energia que poderia ser canalizada para a família e com sérios prejuízos para a vida profissional.
4 - A pornografia trata a mulher como um objetoEstudos realizados por psicólogos mostram que um homem viciado em pornografia tem uma visão deturpada da mulher, vendo-a apenas como um objeto de prazer. Faz a mulher se sentir inferior, traída e incapaz de igualar a perfomance das atrizes pornôs.
5 - A pornografia rouba o seu dinheiroA pornografia tira, além do tempo, muito dinheiro da família. Dinheiro esse que poderia ser aplicado nos estudos, no lazer com a família e ao bem comum.As empresas do ramo da pornografia faturam milhões de dólares através de assinaturas de canais privados, da compra de revistas, de acessos a site pornográficos e de mensagens em celulares.
6 - A pornografia é cruel com as criançasCom o advento da internet e o descontrole dos pais em relação ao uso do computador, crianças estão sendo expostas a imagens altamente agressivas, prejudicando sua sexualidade e fazendo-as cativas bem cedo, além de usá-las como objeto de prazer para pedófilos.
7 - A pornografia torna o homem leniente em relação aos crimes contra a mulherEstudos revelaram que homens viciados em pornografia recomendariam penas mais brandas para criminosos que cometem estupros ou violência contra a mulher. Por quê? Porque a pornografia tira do homem a imagem da mulher como uma pessoa a ser amada, respeitada e valorizada.
8 - A pornografia prejudica tremendamente o homem em sua vida sexualRelatos indicam que a pornografia pode causar no homem impotência, ejaculação precoce, ejaculação retardada, além levá-lo a comparar o corpo da esposa aos corpos de atrizes pornôs, diminuindo assim seu interesse sexual por alguém da carne e osso. A pornografia pode levar o homem a desejar ejacular somente através da masturbação, pois a maioria deles fazem isso diante do computador.
9 - A pornografia aprisiona as pessoas Ser dependente de pornografia é semelhante a dependência criada por drogas, como cocaína, por exemplo. Assim como no mundo das drogas há uma escalada, muitos pedófilos relatam que se viciaram nesse tipo de pornografia por não encontrarem mais prazer na pornografia onde mostravam somente mulheres adultas.Muitos lutam para deixar o vício de ver pornografia há anos e não conseguem. Muitas vezes é preciso um trabalho a longo prazo com terapia e freqüência em grupos de apoio usando os mesmos passos do Alcoólicos Anônimos.
10 - A pornografia destrói o casamentoEsposas de homens viciados em pornografia relatam suas frustrações na área sexual, além de se sentirem trocadas por mulheres virtuais. Esposas de maridos viciados em pornografia se sentem traídas e muitas pedem o divórcio por não suportarem tal situação.
Por: Gilson Bifano

domingo, 14 de junho de 2009

SAIBA COMO DIZER "NÃO"

Eu odeio dizer “não” aos meus filhos. Não gosto de ser a desagradável voz da razão e temo o início de uma batalha.
Acho que não sou a única. Nossas razões podem variar, mas poucos pais gostam de se opor a seus filhos ou negar-lhes seus desejos. Uma vez ouvi um conhecido professor da Bíblia dizer em uma palestra que se opunha ao legalismo e a regras opressoras: “De fato, minha esposa e eu determinamos que nunca vamos dizer ‘não’ a nossas filhas, a menos que seja absolutamente necessário”. Parecia um bom plano, mas quando eu o apliquei mentalmente à nossa família, não obtive o efeito esperado. Havia muitas vezes em que o “não” parecia absolutamente necessário.
Às vezes eu achava que tínhamos que ter sido mais durões quando nossos três filhos eram pequenos. Mas agora que eles são adolescentes, tivemos que traçar limites para um grande número de novos assuntos – mídia, namoro, amigos, horários; só para citar alguns.
Um pastor amigo nosso me disse recentemente que a música se tornou um assunto de discussões muito acaloradas na sua casa, mas que enfim levou a uma discussão madura em família. Quando as opiniões foram expressas e as diretrizes estabelecidas, ele conta, “houve raiva e lágrimas”.
Embora seja difícil dizer “não” para meus filhos, sei que muitas vezes é o modo bíblico de educá-los. Hebreus 12:11 diz que quando somos corrigidos, isso no momento nos parece motivo de tristeza e não de alegria. Porém, mais tarde, os que foram corrigidos recebem como recompensa uma vida correta e de paz. O “mais tarde” é a razão pela qual meu marido e eu não consideramos o “não” como um pronunciamento inteiramente negativo.
Ouça primeiro, negue depois - Há muitos anos, eu estava conversando com um amigo do lado de fora da igreja quando, de repente, meu filho pequeno começou a correr em direção à rua.
“Jamie!” Eu o chamei em tom de urgência. Imediatamente ele mudou o curso. Nosso pastor viu a resposta do meu filho ao chamado e disse: “As crianças precisam aprender a obedecer imediatamente, como ele fez, porque numa situação de vida ou morte, não há tempo para explicar.”
Quando meus filhos eram pequenos, o “não” era curto, firme e inegociável. Ele era colocado facilmente e, como meu pastor notou, apenas a explicação ou a justificativa mais básica eram necessárias. Mas conforme eles ficaram mais velhos, o modo como dizemos “não” tem mudado. Dificilmente ele é dado do mesmo jeito duro que falei com Jamie naquele domingo.
Certamente sou tentada a responder desse jeito com muito mais freqüência do que o faço. Mas quando um filho me traz uma crítica cristã sobre o mais recente filme secular e pergunta, “Mãe, você pode ler isto e ver se eu posso ir?”, ou outro diz, “Mãe, quero lhe perguntar algo, e quero que não diga nada até que eu tenha terminado”, eu tento engolir a resposta pronta nos meus lábios. Seus pedidos normalmente são razoáveis, então preciso ouvi-los para que o meu “não” – se esta for a resposta – venha, não com irritação, egoísmo ou de uma mente teimosa e fechada, mas de um desejo verdadeiro de proteger meus filhos.
Flexível, porém firme - Meu filho mais novo adora TV a cabo. “Se tivéssemos TV a cabo, eu poderia assistir a todas as corridas da NASCAR, não apenas as que passam nos canais abertos”, ele lamenta. Mas o cabo continua desconectado porque, pelo menos na nossa vizinhança, esta conexão também incluiria programas bem menos desejáveis.
“Posso entrar no MSN mais tarde hoje? Ninguém está lá tão cedo”, outro filho costumava pedir. Mas já tivemos problemas o suficiente com material questionável na internet, e meu marido e eu nos convencemos da necessidade da restrição de horário.
Descobrimos que precisamos mudar de marcha periodicamente nestes assuntos. Uma vez usamos um software que filtra material indesejável, mas agora usamos um programa que grava e classifica a atividade da internet para avaliação de terceiros (neste caso, dos pais). Sentimo-nos à vontade dando aos nossos filhos um pouco mais de responsabilidade pelo que eles fazem no computador, e tendo conhecimento de que estaremos verificando de vez em quando. O mesmo se dá para nossas regras sobre namoro e horários: nós seremos firmes, com a promessa de sermos flexíveis conforme crescerem e mostrarem que podemos confiar a eles maiores responsabilidades.
Meus filhos protestam contra os limites? Às vezes. Mas deixá-los soltos na internet ou na TV é o equivalente a acenar para o pequeno Jamie enquanto ele andava em direção à rua movimentada e dizer: “Cuidado, querido. Já vou parar de conversar e ver o que você está fazendo.”
Algum dia eles estarão soltos no trânsito da vida moderna. E queremos que eles saibam como se proteger e como proteger aqueles a quem amam, mesmo quando não gostarem.
A quem prestamos contas - “Mãe, a censura é de 13 anos. Eu tenho 14. Os meus amigos riem de mim porque não posso ir.” Na mente do meu filho, as classificações, filtros e outras “diretrizes” da mídia são perfeitamente confiáveis. Mas depois de alugar um ou dois filmes liberados para 13 anos, tornou-se dolorosamente óbvio para mim que o sistema de classificação da indústria não é confiável para ser nossa fonte de autoridade a respeito de um conteúdo aceitável. O que nossa cultura considera aceitável para um menino de 13 anos é muito diferente do que queremos que nossos adolescentes vejam. Na verdade, mesmo outras famílias cristãs têm padrões que variam muito nesta área.
Depois de um longo período de conflito, foi um momento divisor de águas quando (como o da família daquele pastor) acabamos sentando no nosso quarto e discutindo os vários elementos negativos dos filmes e estabelecendo onde e por que os limites seriam respeitados.
Isto foi há mais de um ano. Recentemente, encontrei nossas diretrizes escritas dentro de uma gaveta e as reli. Temos seguido-as de perto. Elas não resolveram tudo, mas nos impediram de reacender discussões sobre os mesmos assuntos.
Algumas vezes as circunstâncias nos pressionam a avaliar nossa posição. Algumas vezes os argumentos de nossos filhos ameaçam desgastar nossa resolução. Mas o apóstolo Paulo escreveu. “Não se amoldem ao padrão deste mundo” (Romanos 12.2). Não devemos deixar o mundo pensar – e cuidar dos filhos – por nós.
Não acontece com freqüência, mas já fui desafiada ao ponto de dizer “Não, e não. Seria mais fácil dizer sim, mas realmente não pode ser dessa forma. Um dia terei que responder a Deus pelas minhas decisões, e não acho que é isso que Ele quer”.
A Palavra de Deus diz: “Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Romanos 14.12). Quero que meus filhos aprendam que restrições baseadas na vontade de Deus não são baseadas na opinião ou preferência dos pais. Elas são derivadas da aplicação da Palavra de Deus através do Espírito Santo para as vidas de nossos filhos da melhor maneira que possamos compreender. Elas nascem de nossas orações e meditações, e de ouvir a voz de Deus.
Na minha cômoda há uma ficha de arquivo, já gasta, lembrança de uma temporada de conflito em nossa família. Quando eu estava sobrecarregada com os confrontos regulares com filhos irados e determinados a me vencer, estes versos me deram tremendo conforto:
“‘Não fique aterrorizado por causa deles, senão eu o aterrorizarei diante deles. E eu hoje faço de você uma cidade fortificada, uma coluna de ferro e um muro de bronze. (...) Eles lutarão contra você, mas não o vencerão, pois eu estou com você e o protegerei’, diz o Senhor”(Jeremias 1.17-19).
Dizem que os pais que amam um ao outro dão a seus filhos senso de segurança e um padrão salutar para o futuro. Certamente isto é verdade. Mas a consciência de que os pais estão agindo debaixo da autoridade maior de um Deus amoroso e protetor, realmente completa o quadro. *
Sandy Mayle é mãe de três rapazes adolescentes e mora em Erie, Pensilvânia, Estados Unidos.
Por: Sandy Mayle

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O IDOSO NA FAMÍLIA E NA SOCIEDADE


Depois de seis anos de tramitação no Congresso Nacional, o Estatuto do Idoso foi aprovado em setembro de 2003 e sancionado pelo Presidente da República no mês seguinte. O Estatuto, entre outras coisas, tipifica crimes contra o idoso, proíbe a discriminação nos planos de saúde pela cobrança de valores diferenciados em razão da idade, determina o fornecimento de medicamentos pelo poder público e garante descontos de 50% em atividades culturais e de lazer para os maiores de 60 anos e gratuidade nos transportes públicos para os maiores de 65 anos.Trata-se de um conjunto de leis que estabelece os procedimentos legais que devem acontecer para melhoria da situação da população idosa do Brasil.A questão do envelhecimento se tornou crucial para esta época em que vivemos. Com o aumento do nosso tempo de vida, o contingente de pessoas idosas habitantes da Terra é expressivamente numeroso e continua crescendo.
Assim, muda o perfil da população no terceiro milênio da História e, com isso, mudam todas as faces da vida humana: cultural, social, política, econômica, ambiental, familiar, individual etc ... etc ...Parece que é chegada a hora de nos confrontarmos com o envelhecimento, procedendo a uma profunda reflexão sobre o modo como a Humanidade vem tratando os idosos.A última etapa, a idade da velhice, começa após a aposentadoria, dos 60 anos em diante, depois que os filhos já se foram. Alguns idosos dizem que esta etapa só começa quando a pessoa se sente velha, um resultado da cultura que valoriza a juventude, o que leva idosos a não aceitarem a sua idade. Erikson Erikson, em seu livro “O Ciclo de Vida Completo” (1998), estabelece que é bom chegar à velhice, se não ficaram problemas não resolvidos em etapas anteriores.
Esta etapa parece ser a mais difícil de todas, porque ela vem quando ocorre um distanciamento social, um sentimento de inutilidade, marca da nossa sociedade. Alguns se aposentam de trabalhos que tiveram durante toda a sua vida; outros percebem que sua tarefa como pais chegou ao fim e a maioria crê que suas contribuições não são mais necessárias. Não é rigorosamente verdade que “antigamente” os velhos eram respeitados e valorizados, sendo execrados hoje. Por exemplo, há estudos demonstrando que os seres humanos sempre tiveram dificuldades para cuidar bem uns dos outros, quando a sobrevivência impunha exigências que acabavam por radicalizar uma seleção, onde os mais aptos eram favorecidos em detrimento dos doentes e dos velhos. Agora, nestes tempos de conforto, propaganda e super informações, há um grupo muito numeroso de pessoas mais velhas entre nós, carecendo de atenção e cuidados, sim, mas também disponíveis para as outras gerações, atendendo e cuidando.Hoje, a tecnologia biomédica e a higiene da urbanização, entre outros fatores, nos oferecem meios para viver mais. Aqueles que ainda não envelheceram têm boa probabilidade de se tornarem longevos. Cabe, então, a todos nós, a responsabilidade de, num esforço conjunto, trabalhar no sentido de fazer com que aconteçam as condições favoráveis para o envelhecimento saudável, de todos nós, dos já velhos e dos que se tornarão velhos um dia.
Para que isto se torne realidade, é fundamental contarmos com a participação das pessoas idosas. Com a sua competência prática na arte de enxergar e entender as “coisas da vida”, são pessoas que não se deixam enganar facilmente, porque a sua própria existência lhes seqüestrou a inocência, na concretude da experiência vivida. Em contraponto, essa mesma existência vai lhes proporcionando um conhecimento da vida que, sem desvelar os mistérios, assegura para elas, o lugar dos sonhos incessantemente possíveis. Contudo, vale dar atenção ao alerta de Anita Neri sobre o envelhecimento no mundo contemporâneo, que nos põe a pensar para agirmos em ações efetivas e conseqüentes: “Essas questões não podem ser vistas como de responsabilidade individual.
Antes, demandam políticas sociais que devem impactar os sistemas de saúde e educação, o planejamento dos ambientes de trabalho e dos espaços urbanos, o sistema de seguridade social e também o próprio modelo de formação e atuação dos profissionais que cuidem de tais assuntos.” A família atendendo o idoso A família deve ser o ponto de apoio do idoso em todos os momentos e circunstâncias.A família é apontada por estudiosos do envelhecimento como o elemento mais freqüentemente mencionado por idosos como importante ao próprio bem-estar pelos idosos. Esta sofreu mudanças importantes decorrentes da maior participação da mulher no mercado de trabalho, da redução do tamanho da família, do surgimento de novos papéis de gênero e da maior longevidade.Assim diz o art. 3º do título 1 do Estatuto: “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária”.Há uma especificação no parágrafo único, ponto V: “priorização do atendimento ao idoso por sua própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou careçam de condições de manutenção da própria sobrevivência".No art. 4º , determina-se que “Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.”
.No convívio familiar há o respeito, o carinho e as melhores condições de vida que cada indivíduo idoso necessita. O Estado assumirá a responsabilidade quando não houver condições de manter a pessoa de idade avançada no convívio com a família.
O Estatuto prevê o respeito à inserção do idoso no mercado de trabalho e à profissionalização, tendo em vista suas condições físicas, intelectuais e psíquicas. Nosso mercado está voltado para os jovens; tornam-se, portanto, imprescindíveis mudanças que estimulem a participação do idoso no processo de produção. Eles podem e devem contribuir com a sua experiência para o crescimento do país.
Estão asseguradas oportunidades de acesso à cultura, esporte e lazer com propostas e programas voltados para esta idade, além da facilidade do encontro de cursos especiais que são fundamentais para preservar a saúde física e mental do idoso.
O Brasil gasta aproximadamente 22% de tudo o que investe em saúde no tratamento hospitalar da população idosa. O Estatuto contempla esta questão no Capítulo IV, onde está assegurada a atenção integral, bem como políticas de prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde do idoso.
O capítulo reservado à Previdência Social prevê os direitos constitucionais que estão sendo desrespeitados, como a vinculação das aposentadorias e pensões ao salário mínimo; a garantia de um salário mínimo para todo o idoso que a renda mensal per capita da família não ultrapasse um salário mínimo (1/4 do salário mínimo); a garantia de que o aposentado receba o mesmo número de salários mínimos que recebia na época em que se aposentou, além do recebimento de uma indenização pelo que não foi pago e correção dos valores a receber daí para frente. O Dia Internacional do Trabalho – 1º de maio – será considerado data-base dos aposentados e pensionistas.Com relação ao direito à liberdade, ao respeito à dignidade (Capítulo II), destacamos os parágrafos:“O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, de valores, idéias e crenças, dos espaços e dos objetos pessoais.”“É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”
.Goldani (1999) lembra que são numerosos os resultados de pesquisas internacionais que desmistificam a idéia de que residir com filhos ou fazer parte de uma família extensa é garantia para uma velhice segura ou livre de violência e maus-tratos. Denúncias de violência física contra idosos aparecem nos casos em que diferentes gerações convivem na mesma unidade doméstica (Debert, 1999).
O Estatuto expressa uma histórica conquista dos idosos brasileiros, particularmente daquela parcela organizada em diversos movimentos e entidades, como nos conselhos municipais e estaduais do idoso e, mais recentemente no Conselho Nacional dos Direitos do Idoso.Resta saber se os poderes públicos poderão tornar efetivo o cumprimento deste Estatuto.Cabe aos idosos tomar conhecimento de seus direitos contidos neste documento e lutar, cada um dentro de suas possibilidades, para que eles sejam respeitados e cumpridos pelo governo e a sociedade em geral. Em vigor desde o dia 1 de janeiro de 2004, o Estatuto do Idoso beneficia cerca de 20 milhões de idosos que vivem hoje no Brasil. A regulamentação do Estatuto, no entanto, não é imediata
. Algumas determinações são auto-aplicáveis e já estão valendo deste o início do ano. Outras ainda dependem de regulamentação nas esferas municipais, estaduais e federal. A fiscalização da aplicação do Estatuto do Idoso é de responsabilidade do Ministério Público.Veja como ficou a regulamentação de alguns pontos do Estatuto:Acesso ao amparo assistencial (Loas) - A lei prevê a redução da idade mínima, de 67 para 65 anos, para concessão do amparo assistencial. A solicitação do benefício já pode ser feita nasagências do INSS em todo o País. O amparo é um benefício, no valor de um salário mínimo, destinado a pessoas que não têm condições de obter seu próprio sustento ou que a família comprove não ter renda para esse objetivo. Para ter direito ao amparo, a pessoa precisa comprovar renda mensal familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo (hoje, R$ 60).
Ao contrário do que ocorria até agora, o benefício será concedido mesmo que outro membro da família já o receba.Transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos – Fica assegurada, aos maiores de 65 anos, a gratuidade nos transportes coletivos públicos semi-urbanos, que atendem a cidades localizadas na mesma região metropolitana, em todo o País. A gratuidade nos transportes coletivos públicos urbanos já é assegurada aos maiores de 65 anos no parágrafo segundo do artigo 230 da Constituição Federal. O benefício já está valendo e para ter acesso àgratuidade basta o idoso apresentar um documento pessoal que comprove sua idade. No caso das pessoas com idade entre 60 e 65 anos, a gratuidade ficará a critério da legislação municipal.Transporte coletivo interestadual - O Estatuto prevê a reserva de duas vagas gratuitas, por veículo, para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. E desconto de 50%, no mínimo, no valor das passagens para os idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos que excederem as vagas gratuitas. Para sua efetivação, este item depende de uma lei federal específica e atos que a regulamentem (como decreto ou portaria). Esta regulamentação está em discussão em um Grupo de Trabalho, instituído pelo Ministério dos Transportes, que apresentará parecer sobre a questão até o final do mês.
Esporte, Cultura e Lazer - De acordo com o estatuto, os idosos terão o direito a 50% de desconto na compra de ingressos para eventos artísticos, culturais, esportivos e de lazer. Esse direito depende, para sua efetivação, da existência de legislação específica de competência estadual. Ou seja, cada estado deve elaborar uma lei que discipline a matéria, já que a competência da União limita-se a estabelecer as regras gerais.Habitação - Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, o idoso terá prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria, com a reserva de 3% das unidades residenciais para atendimento deste público. Esta determinação já está valendo e será adotada pelo Ministério das Cidades na execução dos próximos programas habitacionais do Governo Federal.O plano de moradia para idoso, inclui a assistência para melhoria das condições de habitabilidade e adaptação de residência, visando conservação-manutenção e facilidades para locomoção do morador-beneficiário. Procura-se, através da lei, o estabelecimento de critérios para acesso da pessoa idosa à habitação popular e formas que aliviem custos cartoriais vinculadas ao benefício.O cuidado dispensado aos velhos pela família é a forma tradicional de dar assistência às pessoas idosas. Na Bíblia, o quarto mandamento – “Honrar pai e mãe” – impõe aos filhos adultos sustentar os pais na velhice e preservá-los da miséria e ruína quando afetados pela fraqueza ou senilidade. Ajudando idosos habilitados Drew Christiansen (1993) relacionou as possibilidades das famílias cumprirem com sua responsabilidade para com seus idosos:
“Pessoas idosas debilitadas e cronicamente doentes sentem várias necessidades: a) apoio para o sustento diário; b) cuidados pessoais; c) companhia; d) autonomia no tocante a importantes decisões da vida. Apoio refere-se à assistência em atividades que fazem parte da rotina diária: fazer compras, cozinhar, fazer a limpeza, pagar as contas e assim por diante. Cuidados consistem essencialmente em tarefas de enfermagem como dar banho, vestir e supervisionar a medicação. Companhia inclui compartilhar atividades sociais como fazer visitas, ouvir histórias, compartilhar sentimentos etc.Autonomia refere-se à autoridade que os adultos capazes exercem sobre os aspectos fundamentais da própria vida. No caso de anciãos debilitados esses aspectos incluiriam circunstâncias de moradia, subsistência, cuidado da saúde, tratamento terminal. Quando o idoso está debilitado seu interesse por autonomia sobre toda a gama de suas opções fica reduzido em função da necessidade de apoio, cuidados e companhia.
Na medida em que a família proporciona estes bens aos parentes idosos, está contribuindo para a dignidade desses entes queridos idosos.“À medida que cresce a debilidade e invalidez, precisam os velhos confiar nos outros para obterem as coisas que antes eles mesmos providenciavam. Para a maioria esta dependência social é preferível às principais alternativas: vida isolada e internação num asilo”.A respeito das entidades de atendimento ao idoso, o Estatuto trata no capítulo II, art. 48, 49, 50; no capítulo III, nos art. 52, 53, 54, 55; no capítulo IV, art. 56, 57, 58; no capítulo V, art. 59, 60, 61, 62; no capítulo VI, art. 64, 65, 66, 67, 68. Conclusão Sabemos que o maior legado que podemos deixar para as gerações que estão se constituindo é a educação voltada para o respeito aos direitos humanos.
Só é possível uma harmonia que escapa da humanidade.A velhice deve ser considerada como a idade da vivência e da experiência, que jamais devem ser desperdiçadas. O futuro será formado por uma legião de indivíduos mais velhos e se não estivermos conscientes das transformações e preparados para enfrentar esta nova realidade, estaremos fadados a viver em uma civilização solitária e totalmente deficiente de direitos e garantias na terceira idade.O Estatuto do Idoso é a concretização de um sonho para milhões de idosos que vivem na miséria e no abandono sem ter acesso sequer aos direitos fundamentais presentes na nossa Constituição.O Estatuto pretende humanizar e aproximar cada vez mais o idoso da sua família e da sociedade.
Todos têm um papel fundamental para a garantia dos direitos presentes neste Estatuto, a família, a comunidade, o Poder público.

Samuel Rodrigues de Souza Gerontólogo da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bolivia- Rio Bamba


A paz do Senhor,



Amado pastor Francisco Pacheco, desejo que o Senhor Nosso Eterno Pai continue sempre derramando de suas copiosas bençãos sobre sua vida, família e ministério. Meu pastor graças a Deus estamos todos bem desfrutando de saúde e de paz, apesar das lutas que a obra nos apresenta estamos todos felizes e contentes pelas bençaos que o Senhor nosso Deus nos tem concedido. Os garotos já estão começando a fazer as últimas provas para terminar o ano letivo aqui, e cremos que todos irão passar de ano, para nós isso é uma grande vitória, mas pedimos oraçoes para que tudo der certo. Quanto a igreja está uma benção, Deus continua operando, em cada culto sentimos a presença do Senhor e vemos os milagres que Ele tem realizado para a glória de seu nome, este mês passado no círculo de oração a irmã Grécia deu testemunho de que JESUS A CUROU DE CÂNCER NO ÚTERO, ela já tinha feito os exames que tinha detectado o câncer e foi fazer outros exames e pediu oração e quando fez os novos exames Jesus já tinha feito a obra e o câncer já tinha desaparecido, ela é a segunda pessoa que Jesus cura de CÂNCER aqui em Riobamba. Cada círculo de oração a gente fica maravilhado com os testemunhos que os irmãos dão de cura, de provisão, esta quarta-feira uma irmã deu testemunho de que fazia 14 anos de casada e tinha passado por muitas provas, mas depois que aceitou a Jesus tudo mudou, ela vinha orando a Deus pedindo uma casa própria e para glória do Senhor, Ele lhe deu duas casas. Jesus tem abençoado a igreja aqui em todos os sentidos, a cada culto vemos a manifestação do Senhor. Este mês no dia 20 estaremos fazendo o casamento do irmão Omar e da irmã Denise, ele é médico e ela é professora, ele estava afastado e agora se reconciliou com o Senhor e está uma benção, este será o primeiro casamento que estarei fazendo e no próximo mês estarei fazendo outro casamento no dia 04.
No dia 26 do mês passado abrimos uma nova obra num povoado por nome de Chaña, que fica a nove kilometros de Quimiag, este povoado está a uns 4000mts de altura e faz muito frio, fica acima das nuvens, lá tinha um pequeno grupo de irmãos indígenas que foram evangelizados e aceitaram a Jesus, e construiram uma pequena sala para se congregar mas, a comunidade se reuniu e derrubou a sala, os irmãos foram ao juiz e entraram com um juizo contra a comunidade e o juiz deu causa ganha para os irmãos, e eles levantaram outra vez, só que um dos irmãos que era o dirigente sofreu um acidente e ficou doente até hoje, e fazia mais de 5 anos que não havia culto lá e a sala estava fechada, então eles nos procuraram para que nós dessemos assistência a eles, e nós aceitamos o desafio e reabrimos aquela igreja, o acesso ao local é dificil vamos de carro até perto, depois temos que subir umas ladeiras de aproximadamente uns 200mts de pura lama de massapê, só dá para subir de botas sete léguas e se chover tem que ir se arrastrando, mas o importante é que são vidas que necessitam de Cristo, os irmãos lá ficaram muito contentes, esta terça-feira tinha 10 pessoas adultas e 7 crianças no culto, o irmão Arnoldo é quem vai ficar dando assistencia a eles lá. A obra em Quimiag cada vez mais bonita, Deus está fazendo coisas lindas naquela igreja que continua crescendo e prosperando na presença do Senhor. Este domingo dia 07 estaremos fazendo o nosso Culto Unido em Guano, todas as igrejas do nosso Ministério estará lá, também será o culto de despedida do pastor Lorenzo e de sua esposa a missionária Ana Betúlia que estarão regressando para Colombia, cremos que será um culto maravilhoso estamos orando para o Senhor derramar de seu poder e unção sobre toda a igreja. Neste dia estarei recebendo a igreja lá e vou está dando assistência a igreja de Riobamba e de Guano ao mesmo tempo até a chegada da nova familia missionária, vai ser um pouco difícil mas vamos conseguir em nome de Jesus. Meu estimado pastor queremos lhe agradecer como também a todos os demais pastores da COMEAD-CGPB e a cada dirigente de congregação e agente de missoes que tem orado por nós, e nos tem dado todo o apoio tanto espiritual, moral e econômico, que o Senhor vos recompense grandemente por tudo quanto tem feito e estão fazendo pela obra missionária, "Un abrazo rompe costillas y que Dios les bendiga".



Mis. pr. Edjanio Caitano e familia.
Se voce deseja cooperar com essa familia missionaria, pode depositar sua oferta de amor para essa conta.
Banco do Brasil.
C/C 7339 - 3
Ag. 0558 - 1
Rio Banba.
Esse é um pedido do Projeto "Familia Obra Prima de de Deus"
Vamos abençoar nossos missionarios.