quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

DIFERENÇA ENTRE O SEGUIDOR E O DISCIPULO

A DIFERENÇA ENTRE O SEGUIDOR E O DISCIPULO

1) O SEGUIDOR ESPERA PÃO E PEIXES; O DISCÍPULO É UM PESCADOR.
2) O SEGUIDOR LUTA POR CRESCER; O DISCÍPULO LUTA POR REPRODUZIR-SE.
3) O SEGUIDOR SE GANHA; O DISCÍPULO SE FAZ.
4) O SEGUIDOR GOSTA DO AFAGO; O DISCÍPULO GOSTA DO SERVIÇO E DO SACRIFÍCIO.
5) O SEGUIDOR ENTREGA PARTE DOS SEUS DESEJOS; O DISCÍPULO ENTREGA SUA VIDA.
6) O SEGUIDOR OUVE A PALAVRA E A GUARDA NO CORAÇÃO, O DISCÍPULO LEVA ESTA PALAVRA AOS AFLITOS;
7) O SEGUIDOR ESPERA QUE LHE APONTEM A TAREFA; O DISCÍPULO É SOLICITO EM TOMAR A RESPONSABILIDADE.
8) O SEGUIDOR QUASE SEMPRE MURMURA E RECLAMA; O DISCÍPULO OBEDECE E NEGA A SI MESMO.
9) O SEGUIDOR RECLAMA QUE O VISITEM; O DISCÍPULO VISITA .
10) O SEGUIDOR CONHECE A BÍBLIA DE CAPA A CAPA, O DISCÍPULO CONHECE E PRATICA O QUE SABE;
11) O SEGUIDOR PRATICA A CARIDADE, O DISCÍPULO PRATICA O MAIS PURO AMOR, O AMOR DE DEUS;
12) O SEGUIDOR SONHA COM A IGREJA IDEAL; O DISCÍPULO SE ENTREGA PARA FAZER A IGREJA REAL.
13) O SEGUIDOR DIZ: QUE BONITO; O DISCÍPULO DIZ: EIS-ME AQUI.
14) O SEGUIDOR APONTA O DEDO E MOSTRA AS PESSOAS PARA DEUS, O DISCÍPULO MOSTRA DEUS ÀS PESSOAS;
15) O SEGUIDOR ESPERA POR UM AVIVAMENTO NA IGREJA; O DISCÍPULO É PARTE DO AVIVAMENTO.
16) O SEGUIDOR É CONDICIONADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS; O DISCÍPULO AS APROVEITA PARA EXERCITAR SUA FÉ.
17) O SEGUIDOR VALE PORQUE SOMA; O DISCÍPULO VALE PORQUE MULTIPLICA.
18) O SEGUIDOR É IMPORTANTE; O DISCÍPULO É INDISPENSÁVEL.
19) O SEGUIDOR DIZ: “MEU PASTOR É JESUS”. O DISCÍPULO RECONHECE A AUTORIDADE DE JESUS E É ENSINADO, DISCIPULADO POR ALGUÉM, PORQUE VIVE DEBAIXO DE AUTORIDADE. (MT.28:19/RM.13:1-2).

Por quê alguns pastores não se reúnem com os outros?

02/07 -
Por quê alguns pastores não se reúnem com os outros?Josimar SalumMay 1, 2008É muito comum nos encontros de líderes, especialmente de pastores, preletores nem sempre ministrarem para satisfação geral, mesmo porque os ouvintes vêm de diversas denominações, crêem diferentemente dos outros, têm estilos e gostos distintos que são mesmos peculiares a cada um. Entretanto, isto é perfeitamente compreensível para cada um daqueles que decidiram valorizar mais os relacionamentos, respeitando as pessoas pelo que elas são, do que pelas suas formações religiosas, crenças, estilos e gostos peculiares. Contudo é comum algum líder discordar do que ouviu, ofender-se com alguma posição compartilhada e rejeitar o estilo do preletor e a partir daí, infelizmente, nunca mais voltar ao encontro, rejeitando radicalmente a oportunidade de relacionamento com outros líderes, irmãos em Cristo. Tenho observado na caminhada de relacionamento com líderes cristãos de várias nacionalidades que o egoísmo, a intolerância, a arrogância, o exclusivismo, o espírito crítico e a desobediência a Palavra de Deus têm desempenhado papéis preponderantes na disseminação de contendas, divisões e insucesso dos encontros entres líderes. O Espírito Santo determina que a única licença que temos para recusarmos a associação é com aqueles que dizendo-se irmãos, são devassos, ou avarentos, idólatras, maldizentes, beberrões, roubadores. (Conf. I Cor. 5:9-11) O egoísmo evidencia-se nas agendas próprias, no discurso mascarado de "Reino" quando o que se promove mesmo é o "reino pessoal", com a promoção exclusiva de programações pessoais e personalistas. A compreensão do que é o Reino de Deus e como se manifesta é essencial para romper com estes comportamentos egoístas que impedem a comunhão com os irmãos. A intolerância se manifesta na impaciência para com os erros dos irmãos, pela incompreensão de que todos, inclusive nós, temos o direito de pensar e falar diferentemente. Falta espírito de mansidão para encaminhar aquele que foi surpreendido em alguma falta. (Conf. Gal. 6:1). A humildade e o quebrantamento de nosso coração rompe com toda a intolerância, quando reconhecemos que Deus nos aceita como somos, e nos recebe como filhos pelos méritos exclusivos de Jesus Cristo, Aquele que não se envergonha de nos chamar de irmãos. A arrogância combinada ao orgulho, demonstrados no sentimento de superioridade, na exibição inconveniente de mostrar-se que é melhor e na falsa percepção de auto-importância isola o líder dos outros, e o impede de desfrutar do privilégio da comunhão. É urgente tomar e cingir-se com a toalha de Jesus e abaixar-se para lavar os pés dos irmãos. Servir é a vocação maior do Ministro de Cristo. É a vocação maior de Seus discípulos. Quem não serve não é discípulo DEle, muito menos ministro. O exclusivismo se manifesta no excessivo particularismo voltado para o ministério pessoal ou da denominação, inflado pela percepção falsa de que se é suficiente para fazer a obra de Deus, é melhor do que os outros e que os outros não sabem tanto. A simples compreensão de como funciona o Corpo de Cristo eliminaria todo exclusivismo, pois individualmente somos de fato membros uns dos outros. E se não somos membros uns dos outros não somos do Corpo. O espírito crítico é claramente percebido nas conversas entre líderes. Parece que se tornou um hábito indispensável. A Palavra de Deus declara: "Examinai tudo e retende o que é bom." Porém muitos líderes geralmente examinam tudo e retêm o que é ruim. A intolerância gerada por este cristicismo impiedoso têm condenado muitos preletores ao descrédito, simplesmente porque uma ou duas de suas expressões em seu ensino ou pregação não foram apropriados. Revestir-se da verdadeira humildade é a cura para esta enfermidade da alma, pois leva a reconhecer quem somos e a perceber que também erramos. Jesus orou ao Pai pela Unidade de Seus discípulos. É desobediência e rebelião a Sua vontade recusar a participar da comunhão dos santos na cidade. Todo esforço deve ser empreendido por cada um de nós para promover reconciliação e a união dos irmãos. Sem comunicação isto não é possível. Nossa indiferença não nos isenta de nossa responsabilidade. Não enxergar esta verdade é miopia espiritual. É não enxergar a amplitude e a diversidade do Corpo de Cristo. É preciso, pois, obedecer a Jesus. Para que todos os Seus discípulos sejam um.
Wassalam Issá Akbar

domingo, 14 de dezembro de 2008

A BATALHA PELA FAMILIA


Uma batalha está sendo travada nos nossos dias. É batalha em prol da família. Os dados inflamados do Maligno sobre a família são muitos. Vamos tentar lembrar de alguns: banalização do divórcio, relativismo moral, secularismo, imoralidade sexual de todo o tipo (homossexualismo, adultério, pedofilia, prostituição, incesto, sexo antes do casamento, pornografia, só para citar alguns), aborto, leis contrárias aos valores morais consagrados até então pela sociedade e outros.Lendo um livro de Charles Swindoll, Casamento: da sobrevivência ao sucesso, (Editora Thomas Nelson) fui levado a 1 Crônicas 12.23-38. Swindoll escreveu um pouco sobre Issacar (v32), mas procurei pensar nos detalhes de cada tribo que se juntou ao exército de Davi.Fiquei a pensar que na batalha que estamos travando a favor das famílias, precisamos conclamar homens e mulheres que se alistem nesse exército.Precisamos, no exército que batalha pela família, de pessoas que estejam prontas para qualquer tipo de combate, como os da tribo de Simeão. Diz a Bíblia que 7.100 guerreiros da tribo de Simeão eram guerreiros prontos para o combate (1Cr 12.25). Precisamos de gente assim. Gente que acredita que essa batalha é de Deus e esteja pronto.Precisamos de jovens como Zadoque (1Cr 12.28). Essa batalha requer jovens que acreditem que sexo antes do casamento é errado aos olhos de Deus. Precisamos de jovens como José, Daniel, Timóteo. Jovens que não têm medo de assumirem posições cristãs em suas universidades e círculos de amigo.O exército que luta pela família precisa de pessoas da estirpe de Issacar (1Cr 12.32). Gente que saiba como se posicionar biblicamente em relação aos temas que atingem a família, como por exemplo, aborto e homossexualismo. Gente que tenha o dom de escrever artigos e de pregarem sermões que não deixem dúvidas na cabeça de seus leitores e ouvintes. Gente que saiba tocar a trombeta de forma correta, tendo como base a Palavra de Deus. Caso contrário teremos um exército vacilante e sem saber por onde caminhar no campo de batalha (1Co 14.8).A família, enquanto instituição, quer contar com pessoas que sejam como os da tribo de Zebulom (1 Cr12.33). Gente que saiba usar todo o tipo de arma. Gente que tenha facilidade de falar, debater, propor leis, escrever, contribuir para organizações que defendem a família e organizar ações em favor da família. Pessoas totalmente decididas pela família.O exército que batalha pela família deseja ter em suas fileiras pessoas experientes, como os da tribo de Aser (1Cr 12.36). Se a tribo de Levi contribui com a juventude de Zadoque, a tribo de Aser contribui com guerreiros experientes. Pessoas que tenham experiência de vida conjugal e familiar para denunciar todo o tipo de pecado que tenta atingir a família.Todos os homens das tribos se apresentaram voluntariamente (1 Cr 12.38). Deus, o comandante desse exército, está a procura de homens e mulheres assim. As hostes do Maligno estão organizadas em movimentos, na mídia, nos parlamentos. E os filhos de Deus? Estão temerosos, vacilantes, indefinidos?A batalha está sendo travada todos os dias, silenciosamente. Requer de nós conscientização espiritual dessa luta, organização e ação. Para sermos vencedores precisamos nos apropriar das verdades da Palavra de Deus (Ef 6.10-20). Termino com uma frase de Dennis Rainey no seu livro Meditações Diárias para casais: “A batalha em prol da família será ganha se você e eu decidirmos conquistar a frente de batalha que está diante de nós”.
Por: Gilson Bifano

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Pastor vigia ovelhas na net

Pastor americano confessa vigiar seus membros através dos sites de relacionamentos Orkut, MySpace, Flickr, e LinkedIn. No púlpito, as informações serviam de fonte para as “pseudo revelações” tão elogiadas pelos fiéis.
O pastor Irwin Alton, de 62 anos, surpreendeu a muitos em seu sermão sábado (3/8), em Peoria, Arizona, nos Estados Unidos. Tamanha foi a especificidade dos pecados mencionados do púlpito que certos fiéis ficaram surpresos se reconhecendo nas palavras do pregador.
“Quando ele falou sobre matar o serviço no meio da semana para ir ao lago e comprar um novo barco, eu me senti pego em flagrante. Era como se o Espírito Santo estivesse falando diretamente comigo”, disse um dos membros da igreja.
Qual foi o segredo de Alton para colocar tão bem o “chapéu” em seus congregantes? O MySpace. Acessando o blog do homem citado anteriormente, por exemplo, o pastor viu as fotos da pescaria em grupo.
Segundo o site Lark News, Pr. Alton, que diz cultivar a reputação de ser contra a tecnologia, é um ávido leitor das redes sociais e blogs mantidos pelos membros de sua congregação.
“Aparentemente eu sou meio tapado, mas a verdade é que sou bom nisso”, disse o pastor à reportagem.
Apesar de referir-se à internet como “rede mundial do desperdício” e ao correio eletrônico como “pecado eletrônico”, o seu escritório, em casa, é um pequeno banco de computadores com mais de 170 sites nos favoritos. Entre eles, Twitter, MySpace, Facebook, LinkedIn, Digg e Flickr.
Semanalmente, Altom navega por estes sites durante horas, atrás de evidências de comportamento questionável pelas pessoas de sua igreja. Ele toma nota das práticas e então as utiliza nos seus sermões de domingo.
O rastreamento chega às páginas de amigos de pessoas da igreja. Foi assim que ele descobriu Emily Dotson, 31 anos, num bar local. Durante sua fala, Alton fez uma pausa, e disse: “Alguns de vocês têm freqüentado lugares que não deveriam, como bares, por exemplo”.
Emily ficou chocada: “Ele estava falando diretamente para mim”.
Depois do flagra, ela admitiu e confessou ter ido ao bar, mesmo que uma amiga estivesse celebrando o aniversário.
Ao falar de comportamento pecaminoso, Alton eventualmente erra alguns detalhes ou divaga, tudo propositalmente, para não dar tão na vista. Mesmo nunca tendo afirmado que as suas mensagens vêm via espírito santo, muitos na igreja acreditam que sim.
“Ele acerta tantas vezes que só pode ser de Deus”, disse um homem, completando: “nós viemos á igreja porque o pastor Alton é usado por Deus para falar a cada um de nós individualmente”. É incrível.
No caso de uma família, os Bixbys, o monitoramento durou semanas. Alton acompanhava de perto as festas da filha do casal pelo MySpace. Até que um dia, disse que alguns pais precisavam cuidar melhor das companhias dos filhos, antes que eles fizessem algo grave. Na mesma semana, os pais conversaram com a filha.
“Sentimos que se Deus era tão misericordioso para falar conosco de modo profético, nós deveríamos fazer algo”, disse o pai.
Mesmo enganando magistralmente seus fiéis, contribuindo para uma impressão errada entre os membros da igreja, Alton disse que não tem dores de consciência em não revelar suas “fontes”.
(Fonte: ClicRBS)
Este artigo foi publicado em 16:36 - 6/08/2008 às 16:36 .

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Como cuidar das Voz?



COMO CUIDAR DA SUA VOZ
O QUE FAZER?• Falar em tons médios;• Hidratar bem o organismo (entre seis e oito copos de água por dia);• Evitar excessos alimentares antes de usar a voz profissionalmente;• Evitar os choques térmicos;• Usar roupas confortáveis (roupas apertadas inibem a respiração e podem atrapalhar a postura);• Participar de corais, sob uma orientação correta, é uma ótima opção para manter a musculatura das cordas vocais em ordem;• Poupar a voz durante crises alérgicas, estados gripais, períodos pré-menstruais;• Procurar auxílio médico se observar tosses, pigarros e alterações na voz que perdurem mais de duas semanas;

O QUE NÃO FAZER?• Falar fora do seu tom habitual (mais agudo ou mais grave);• Falar muito alto ou sussurrar (essas ações causam desgaste pois exigem esforço excessivo);• Ingerir bebidas alcóolicas em excesso ou consumir drogas inaláveis;• Fumar ou falar muito em ambientes de fumantes;• Alimentos ricos em ácidos e gorduras podem prejudicar sua voz. Comer tarde da noite também;• Evite falar em ambiente com ar condicionado, poeira e muito frio;• Não abusar no consumo de alimentos condimentados e chocolate;• Ingerir pastilhas ou sprays analgésicos sem indicação médica

Perdi minha Voz”


EDIÇÃO 85 > ESPECIAL DE CAPA
Dor, milagre e cuidados de uma cantora
“Perdi minha Voz”
Alomara Andrade




Nos últimos sete meses, a cantora Eyshila viu sua vida e ministério passarem por uma revolução. Com uma agenda de apresentações sempre cheia nos últimos anos, uma simples rouquidão na voz evoluiu para nódulos, depois para um cisto até que uma intervenção cirúrgica foi inevitável. E, com a cirurgia, o medo de perder a voz e não mais poder exercer o dom que recebeu de Deus e com o qual tem abençoado tantas vidas. Eyshila foi operada. Mas sua voz não voltou. Um granuloma foi diagnosticado. No lugar do medo, porém, surgiu uma prova de fé. “Posso até fi car sem voz, mas meu coração jamais vai deixar de adorar ao Deus que amo”, afirma Eyshila, que é membro da Assembléia de Deus da Penha (RJ).
Hoje, a cantora, que está lançando seu DVD “Até Tocar o Céu”, compartilha com Enfoque todo ensinamento que assimilou com seu drama. Como recebeu os diagnósticos, a recepção da família, amigos e público, o apoio do marido, pastor Odilon, e dos fi lhos Matheus e Lucas. “Custei a admitir que poderia haver algum problema mais sério. Na verdade, relutei bastante até procurar meu médico. Mas percebi que não podia mais adiar esse encontro com a realidade”, confessa, revelando um testemunho de cura, sim! Mas também um alerta para que as pessoas identifi quem seus limites e aprendam a conservar o templo do Espírito Santo perfeito para que Deus possa usá-lo conforme Sua vontade.


VOCÊ ESTÁ CURADA?
Sim, estou. Ainda tenho que cumprir um tempo indeterminado de repouso e fonoterapia até que minhas cordas vocais voltem a funcionar perfeitamente. Mas estou curada, graças a Deus!COMO


FOI DESCOBRIR UM PROBLEMA TÃO SÉRIO?
Foi difícil e frustrante. A Bíblia diz que ao “homem pertencem os planos do coração, mas do Senhor vem a resposta da língua”. Eu tinha muitos planos para o início desse ano de 2008, mas Deus tinha outros. Embora eu saiba que o tempo e o modo de Deus são sempre perfeitos, é difícil aceitar Sua vontade quando ela foge daquilo que idealizo para mim. Por mais que tenhamos fé, sempre vamos nos deparar com situações em que a vontade de Deus se choca com a nossa e temos que aceitá-la e seguir, ou rejeitá-la e morrer.
Escolhi obedecer e viver. Aceitar o fato de que, mesmo sendo filhos amados do Senhor, dono do universo e criador de todas as coisas, habitamos em um corpo mortal, que a Bíblia chama de tabernáculo. E enquanto estivermos limitados a esse espaço e a esse plano físico, estaremos sujeitos a enfermidades e até à morte. O apóstolo Paulo faz recomendações a seu fiel amigo Timóteo acerca de suas constantes enfermidades em 1 Tm. 5:23. Creio em cura divina, no poder de Deus, mas creio também que, se pela permissão de Deus tivermos que enfrentar enfermidades, nosso Deus continua no trono, continua soberano, fi el e nos amando como sempre amou. Minhas lutas não diminuem quem Deus é pra mim.

CONSEGUIU ADMITIR DE

IMEDIATO QUE ESTAVA DOENTE OU FUGIU DA REALIDADE?
Ano passado foi um tempo muito abençoado, mas também muito corrido. Gravei o CD “Amigas”, com a Fernanda Brum, gravei o meu primeiro CD em espanhol “Hasta Tocar el Ciello” e, por fi m, gravei o DVD “Até Tocar o Céu”, na Praia de Iracema, em Fortaleza (CE). Toda essa correria exigiu muito esforço físico e mental. Ao fim de 2007, eu me senti esgotada. Percebi que estava com uma rouquidão crônica que não passava nem mesmo com repouso absoluto. Passei o mês de janeiro inteiro de férias e não melhorei. Custei a admitir que poderia haver algum problema mais sério. Na verdade, relutei bastante até procurar meu médico. Até que senti que não podia mais adiar esse encontro com a realidade


.QUANDO SENTIU QUE ERA HORA DE PARAR PARA SE TRATAR?
Desde que percebi que minha rouquidão era crônica, diminuí o ritmo de minha agenda. Pensei que esse tempo seria sufi ciente para que a minha voz voltasse ao normal, mas estava enganada. Resolvi procurar meu otorrinolaringologista, doutor Marcos Sarvat, que detectou alguns nódulos que, segundo ele, regrediriam com um tratamento fonoterápico. Mas não percebi melhora alguma. Então, por indicação de minha fonoterapeuta, voltei ao médico e fiz uma nova videolaringoscopia, que revelou um cisto. Foi quando o médico disse que meu caso era cirúrgico.


QUE REAÇÃO TEVE SUA FAMÍLIA E AMIGOS?
Fui com a Liz Lanne, minha irmã, e com a Marli, uma grande amiga, fazer o exame. Todas nós saímos daquele consultório perplexas, confusas e, ao mesmo tempo, confi antes no Deus a quem servimos. Lembrome de que fi quei um bom tempo em silêncio durante o trajeto de volta para casa. Comecei a falar com o Senhor e a escrever uma canção. Fiquei calada na esperança de que Deus me desse uma resposta, uma explicação para aquilo que eu estava vivendo. E Ele, de fato, falou comigo, enquanto minha caneta deslizava naquele papel.
Mas, sabe de uma coisa? Tenho aprendido com o pastor Silas Malafaia que há momentos em que Deus não nos livra da cova, mas Ele nos livra na cova. Daniel foi lançado sozinho na cova dos leões. Seus amigos, por mais fi éis que fossem, não puderam livrá-lo. Nem mesmo o rei pôde evitar aquele momento na vida de Daniel, a quem ele tanto considerava. Há situações que realmente fogem do nosso controle e o nosso único meio de escape é a nossa fé. Aqueles que nos amam podem até sofrer conosco, chorar conosco, orar por nós, mas não podem evitar as nossas covas, porque elas também são permitidas por Deus. A Bíblia diz no livro de Daniel 6:23, que Daniel saiu daquela cova sem nenhum ferimento, porque confi ou no Senhor seu Deus. A fé de Daniel foi a arma de defesa naquele momento inevitável de sua vida.
Apoio da família: o esposo pastor Odilon e os filhos Lucas e Matheus sempre ao lado da cantora

VOCÊ SENTIU MEDO DE NUNCA MAIS VOLTAR A CANTAR?
Lembro-me de que quando cheguei em casa, abracei meu marido e disse: “Amor, o médico disse que meu caso é cirúrgico. E agora, o que vamos fazer?” E ele me disse: “Vamos orar. O que quer que Deus nos ordene, nós faremos. Se Ele quiser te curar hoje, nós sabemos que Ele tem poder para isso. Mas, se Ele quiser que você passe pelas mãos dos médicos que Ele mesmo capacitou e dotou de sabedoria, vamos acatar Sua vontade. Aquiete o seu coração”. A partir dali, começamos a pedir direção ao Senhor nesse sentido. E chegamos à conclusão de que era da vontade dEle que eu fosse operada.
Pela primeira vez na vida tive um vislumbre do que é passar pelo vale da sombra da morte. Tive muito medo. Quem disse que crente não tem medo é mentiroso. Tenho aprendido que o medo é uma realidade até mesmo na vida do crente. O que não podemos é nos deixar dominar pelo medo. Não podemos permitir que se transforme em pavor, que nos paralise e nos impeça de reagir, avançar e seguir em direção ao nosso objetivo.
Tive medo de um erro médico, tive medo da minha voz mudar muito, tive medo da anestesia. Enfim, fui atacada por vários temores, mas não fui vencida por eles. Não permiti que eles infl uenciassem minha decisão e que eu tinha convicção de ser a decisão de Deus. Um dia antes da cirurgia, tranquei a porta do meu quarto e coloquei bem alto um louvor a Deus. Era uma canção do Fernandinho e falava sobre cura. Comecei a tomar posse daquela palavra para minha vida. Quando percebi, já estava com o rosto no chão, adorando e chorando aos pés do meu Senhor. Naquele momento, fi z a Ele uma entrega total e absoluta da minha voz. Entendi que Deus estava querendo de mim algo mais precioso do que minha voz. Ele estava me pedindo o meu tempo.
Passei a entender a razão da cirurgia. Se eu fosse operada, teria que cumprir um período maior de repouso, período que eu jamais conseguiria respeitar sem estar operada. Deus queria me calar para poder falar comigo. Ele precisava que eu me aquietasse para entender o que há de novo para mim nesse tempo.
Então, as coisas se tornaram claras para mim. Alguns momentos depois, recebi um telefonema da Fernanda Brum. Ela estava em um congresso da Lagoinha, junto com a Ana Paula Valadão e me disse: “Eyshila, compartilhei com a Ana o seu problema e ela orou pelas minhas cordas vocais como se estivesse orando por você. E a palavra que ela mandou que eu ministrasse a você é a seguinte: “não tema”! Se você vai passar pelas mãos dos médicos é para que a sua voz fi que ainda melhor do que antes. E fi que sabendo que esse deserto que você vai atravessar tem começo, meio e fim. Assim como Jesus passou 40 dias no deserto, você também vai cumprir esse tempo determinado por Deus. Mas satanás não vai adiar nenhum minuto sequer o dia da tua vitória”. Aleluia! Esse é o Deus que eu amo. Firmada nessa palavra, fi quei livre dos temores e me lancei nos braços do meu Deus para que a Sua vontade fosse realizada.


EM ALGUM MOMENTO VOCÊ PENSOU QUE PODERIA PASSAR POR ISSO?
No ano de 2000, quando eu estava gravando o meu CD “Deus Proverá”, tive dois nódulos nas cordas vocais, os quais regrediram apenas com a fonoterapia. Naquela época eu adquiri alguns bons hábitos de voz e passei a usar de uma forma mais responsável esse instrumento que Deus me deu. Na verdade nunca pensei que fosse passar por esse problema novamente e, muito menos, que ele pudesse se agravar a ponto de se tornar um caso cirúrgico.


VOCÊ CHEGOU A QUESTIONAR A DEUS: “POR QUE EU”?
É claro que sempre ficamos confusos quando Jesus nos chama para uma viagem e, no meio dela, acontece uma tempestade. Os discípulos de Jesus também se sentiram assim. E eles chegaram a perguntar: “Mestre, não Te importa que pereçamos?” Jesus parecia indiferente naquele momento de perigo. Mas na hora certa, simplesmente ordenou que o vento e o mar se aquietassem. Confesso que passei por momentos de questionamento. Cheguei a dizer: “Senhor, se Tu me deste essa voz para Te adorar, por que Tu estás me privando dela agora quando o mundo mais precisa que eu pregue a Tua palavra?”
Cheguei a pensar que era o fim, que Deus tinha outro chamado para mim que não o louvor. Mas logo esses pensamentos foram dissipados no decorrer de um tempo de solidão na presença do meu amigo Espírito Santo. Ninguém melhor do que Ele para nos consolar e edifi car nesses momentos de incerteza. Nem tudo Deus explica para nós. Mas Ele nos prometeu que jamais nos deixaria órfãos. Prometeu um consolador, o Espírito Santo.
Se eu pudesse compreender todos os caminhos de Deus, Ele não seria o meu Deus. Eu é que seria o Deus dEle. Mas, porque Ele é Deus, Seus caminhos são mais altos do que os meus caminhos e Seus pensamentos mais altos do que os meus. Mesmo quando não entendo as razões, sei que há um motivo justo e coerente, que Deus pode me revelar ou não. Então, faço minhas as palavras do profeta Isaías: “Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme porque confi a em Ti. (Is. 26:3).


COMO VOCÊ SE PORTOU FRENTE AOS DIAGNÓSTICOS PESSIMISTAS? QUAL FOI SEU CONSOLO?
O pior momento foi depois da cirurgia, quando tentei falar e minha voz simplesmente não veio. Cumpri o tempo de silêncio. Aproximadamente cinco dias sem dar uma palavra. Quando fi nalmente chegou a hora de falar, não escutei nem sinal da minha voz. Minha secretária ligou para doutor Marcos e perguntou se isso era normal. Ele disse que sim e que eu deveria esperar o dia da consulta para avaliarmos melhor. Dez dias depois, lá estava eu. Por meio de um exame de videolaringoscopia, foi detectado o surgimento de um granuloma pós-operatório, uma espécie de reação pós-cirúrgica não muito comum entre os casos simples como o meu, mas que, infelizmente, aconteceu.
O médico me receitou alguns remédios, vaporização e repouso. Segui tudo rigorosamente. Quando retornei ao consultório, o granuloma estava no mesmo lugar. Foi quando ele me disse que eu teria que ser operada novamente para a remoção desse granuloma, que era muito maior do que os nódulos que haviam sido removidos. Acho que saí de lá pior do que da primeira vez. Por essa eu não esperava.
A cirurgia foi marcada para o dia 29 de abril, aniversário do meu marido. Fomos para casa, eu e o Odilon, mais uma vez entregues à vontade do Senhor. Não compreendíamos porque aquilo estava acontecendo, se havíamos obedecido Sua voz, mas decidimos orar e perguntar a Deus se essa segunda cirurgia era de Sua vontade. Durante esse tempo, encontrei consolo na presença de Deus, na Sua palavra e em muitas canções que escutava o dia inteiro. Minha família e amigos também foram de suma importância para mim.
O Matheus e o Lucas, meus filhos, passavam o dia todo com um caderninho, escrevendo coisas lindas para mim, sendo solidários com meu silêncio. Durante esse tempo, também fomos presenteados por Deus com uma grande notícia: Odilon foi consagrado pastor. Ficamos muito agradecidos a Deus e essa notícia foi essencial para a minha decisão de não mais operar.
A cirurgia seria no dia 29 de abril e a consagração do Odilon no dia 2 de maio. Ou seja, no dia de uma das maiores vitórias de nossas vidas, eu teria que ficar muda em casa, sem dar um “Glória a Deus”, mesmo que baixinho, por esse momento, tão prometido por Deus, na vida de meu marido, que por 10 anos foi escravo da cocaína e quase morreu diversas vezes nas mãos do diabo. Deus jamais me impediria de celebrar esse momento. Fui ao médico e disse que não iria me submeter à operação,mas esperaria o agir de Deus. Dez dias depois, voltei ao consultório e o granuloma havia desaparecido completamente, sem deixar marcas ou seqüelas. Minhas cordas vocais ficaram novas outra vez.
Curada, Eshyla compartilha as lutas e vitórias e sente-se mais forte espiritualmente para cantar


COMO FOI PASSAR POR ESTE VALE DE QUASE SETE MESES SEM PODER MINISTRAR? QUAIS AS BÊNÇÃOS DESSE DESERTO?
Baseada em todas as verdades que aprendi no decorrer desse vale, posso avaliar esse tempo de silêncio como um grande presente de Deus. Sinto que coisas grandes estão para acontecer. Grandes mudanças e realizações. Preciso me preparar para o “novo” de Deus que já começou em minha vida. Deus me atraiu para o deserto para falar comigo com carinho, como está escrito em Oséias 2:14. O deserto não é o lugar onde os sonhos morrem, mas onde eles se realizam. Deus não nos leva para o deserto para nos destruir, mas para nos ensinar e nos preparar para conquistar.
Olhando para trás, percebo que tenho recebido de Deus muito mais do que jamais esperei. Mas o Deus do ‘infi nitamente mais’ é invencível no abençoar e Ele sempre tem muito mais para Seus fi lhos amados. Estou há quase seis meses sem cantar, mas tenho sido tratada por Deus de forma muito particular e secreta. Ele tem me sustentado. Nada tem me faltado. Descobri que posso sobreviver sem cantar sete dias na semana, 30 dias no mês, 365 dias por ano. Posso todas as coisas nAquele que me fortalece. Posso até fi car sem voz, mas o meu coração jamais vai deixar de adorar ao Deus que eu amo.


VOCÊ SEMPRE FOI DISCIPLINADA E CUIDADOSA COM A VOZ? COMO ERA SUA AGENDA?
Tenho aprendido que não estou no controle. Isso é tão obvio, mas parece que nos esquecemos desse detalhe tão importante. Outra lição aprendida foi: mesmo seguindo o caminho estabelecido por Deus, posso passar por difi culdades e provações. Aliás, estreito é o caminho que conduz à salvação, diz a Palavra de Deus.
Mas acho que a maior de todas as lições que aprendi foi que não posso e não devo querer abraçar o mundo. Tenho visto uma geração de cantores doentes no corpo, na alma e no espírito, porque não descansam. Adoradores que levam multidões a adorar, mas não sabem mais o que é adorar em secreto, porque não têm tempo, afi nal eles têm uma agenda a cumprir. Ensinam os outros a viver uma realidade que eles não conseguem mais viver, porque o cansaço não deixa. Isso é falta de domínio próprio, que é um fruto do Espírito, como está registrado em Gálatas 5:22.
Não podemos abandonar nossas famílias, amigos e igrejas e ainda colocar a culpa na obra de Deus, porque Ele jamais desejou que fôssemos seres humanos solitários, vivendo de forma isolada e egoísta, como se viajar para fazer a obra e vender muitos CD fosse tudo o que temos e tudo o que somos.


O QUE DEUS TE ENSINOU NESSE TEMPO?
Acho que poderia ter tido maiores precauções com esse instrumento que é minha voz. Somos totalmente responsáveis por aquilo que Deus nos dá, e um dia daremos conta de tudo o que recebemos do Senhor. Lembro de que durante meu exame, o médico disse que eu teria que aprender a dizer não. Sempre achamos que podemos avançar um pouco mais, dormir um pouco menos, assumir mais um compromisso e, assim, vamos vivendo.
A voz não é um aparelho que você liga e carrega na tomada. Para que eu me recupere de uma semana carregada de compromissos, preciso de, pelo menos, uma semana de repouso absoluto. E isso pode variar para mais ou para menos, dependendo dos limites de cada pessoa. Se não respeitarmos nossos próprios limites, como poderemos esperar que outros respeitem?
Certa vez, Jesus disse aos seus discípulos: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca”. Ele estava indignado porque seus amigos não conseguiam fi car acordados, orando com Ele naquele momento tão difícil de Sua vida, o momento que antecedia sua crucifi cação. Até hoje, Jesus se depara com discípulos que dormem ao invés de vigiar. Dormem por vários motivos, mas um deles é porque estão exaustos. Não entendem que há tempo para tudo, inclusive para o descanso e para a família. Quantos meses passei sem tirar um fi m de semana sequer para estar com meus filhos! Quantas semanas cheguei em casa somente para refazer malas! Acho que temos que cumprir o “ide” de Deus, mas precisamos parar de querer abraçar o mundo e sacrifi car nossas saúde e família.
Oração, estudo bíblico e comunhão sempre são prioridade no tempo da família

O QUE TEM A COMPARTILHAR COM OUTROS CANTORES, PASTORES, EVANGELISTAS... ENFIM, CRISTÃOS QUE USAM A VOZ COMO INSTRUMENTO DE PROPAGAÇÃO DO EVANGELHO?
Oro para que tenham boa saúde e tudo lhes corra bem, assim como vai bem a sua alma (III João versículo 2). Cuidem-se! Somos corpo, alma e espírito. Precisamos respeitar nossos limites. Não pensem que são invencíveis só porque estão fazendo a obra de Deus. Quem usa a voz, para pregar, ensinar, cantar ou tudo ao mesmo tempo, deve visitar regulamente um otorrinolaringologista. Façam exames e obedeçam às orientações. Assim como precisamos nos preparar espiritualmente para as provas que certamente virão, também precisamos nos prevenir contra os males que podem paralisar esse corpo mortal no qual vivemos. Procure descobrir seu limites e não tente ultrapassá-los. Faça a sua parte e Deus fará a dEle.


VOCÊ JÁ VOLTOU A CANTAR?
Ainda não tenho permissão para abrir minha agenda totalmente. Peço a compreensão dos meus amados irmãos que têm ligado insistentemente para meu escritório pedindo uma data. Estou com muita saudade de estar com vocês, mas, por enquanto, preciso cumprir esse tempo de repouso que será de suma importância para minha total recuperação. Como já disse, estou apenas cumprindo aqueles compromissos que já estavam préagendados, e mesmo assim com a ajuda da Liz Lanne, minha irmã. Espero voltar o mais breve possível. E peço oração a todos intercessores espalhados por esse Brasil. E agradeço por todos e-mails e cartas de carinho e solidariedade. Vocês não sabem o quanto isso me consola! Amo vocês! meses passei sem tirar um fim de semana sequer para estar com meus filhos! Quantas semanas cheguei em casa somente para refazer malas! Acho que temos que cumprir o “ide” de Deus, mas precisamos parar de querer abraçar o mundo e sacrifi car nossas saúde e família.


ANTES QUE ELA ACABE
Andar, respirar, olhar, falar são coisas feitas tão automaticamente que só são percebidas com importância quando há um problema. Até mesmo profissionais que têm a voz como principal instrumento de trabalho, muitas vezes, não tomam tantos cuidados. O tom, o timbre e a forma de falar são fatores que formam a identidade de uma pessoa e precisam ser tratados assim como a aparência.
A voz não é apenas resultado do ato mecânico do ar passando entre as cordas vocais. É mais que isto: é produto da interligação de seis sistemas integrados e que não funcionam separadamente: produção, vibração, ressonância, articulação, captação e coordenação central. Todos eles são regidos pelo Sistema Nervoso Central e, basicamente, pela emoção. Assim, é válido afirmar que a emoção é a ‘mãe da voz’. Portanto, para que haja uma saúde vocal, é preciso cuidar muito bem do corpo e das relações interpessoais.
Noélio Duarte, fonoaudiólogo e fonoterapeuta há 25 anos com atuação ininterrupta e professor da disciplina “Voz e Comunicação” da Faculdade Batista do Rio de Janeiro, vai além e diz que profi ssionais que utilizam a voz, muitas vezes, nem sabem que têm problemas vocais. Ele lembra que uma pesquisa do Serviço de Fonoaudiologia da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) mostra, por exemplo, que a maioria dos professores universitários (e profissionais correlatos) possuem problemas de voz mas não percebem.
Durante a pesquisa, foi aplicado um questionário aos professores para auto-avaliação da qualidade da própria voz. Suas vozes foram gravadas e analisadas por três fonoaudiólogos. No resultado, foi constatado que 83% dos professores apresentam vozes alteradas ou ruins. Na pesquisa, dos inúmeros problemas de voz, verificou- se que a maioria ocorre por falta de equilíbrio, ou seja, os profi ssionais forçam o uso da voz e não mantém constância no tom da mesma.

As Marcas de Cristo


AS MARCAS DE CRISTO Gl 6:17Quase todos nós carregamos marcas pelo corpo. Muitas são cicatrizes vindas da infância. É possível até contar um pouco de nossa história através delas: a queda da bicicleta, a queimadura no fogão,o corte com a faca, o encontro com o arame farpado.... Alguns mais antigos trazem os sinais que a varíola deixou quando ainda não havia vacina. Marcas podem ser chamadas de “estigmas” (do gr. Stigmata*), que eram as cicatrizes provocadas por tortura, apedrejamento ou ferro em brasa para marcar escravos e animais. Assim como as queimaduras e os cortes deixam seus sinais pelo corpo, é certo que a alma também possui a propriedade de receber marcas, mas ao contrário do corpo, que com o passar do tempo se regenera, muita dor causada na infância ainda permanece viva.Em um dia quente de verão lá no interior do Pantanal Mato-grossense. Um garoto foi nadar no lago que havia atrás de sua casa.Na pressa de mergulhar na água fresca ele foi correndo... foi deixando para trás os sapatos, as meias e a camisa. Entrou na água e começou a nadar. Ele nadava naquele lago diariamente e nunca se ouviu falar na presença de jacaré naquela área. Mas naquele dia aconteceu o inesperado! O menino não percebia que enquanto nadava para o meio do rio, um jacaré estava deixando a margem e entrando na água. Sua mãe, que estava em casa, olhava pela janela e observava o filho nadando no lago.De repente, a mãe percebeu que o jacaré estava indo em direção ao seu filho e estava cada vez mais perto. Desesperada, correu para o rio gritando o mais alto possível: “Filho! Volte! O jacaré está atrás de você!” Volte! Volte! Ouvindo a voz da mãe, o menino se alarmou, deu um giro e começou a nadar de volta ao encontro de sua mãe. Foi uma corrida contra o tempo. Os segundos pareciam uma eternidade. Finalmente o menino chegou à margem. Mas era tarde! Assim que o menino alcançou a mãe, o jacaré também o alcançou. A mãe agarrou o menino pelos braços enquanto o jacaré cravou os dentes nos pés do menino. Começou um cabo-de-guerra entre a mãe e o jacaré. O jacaré era muito mais forte do que a mãe, mas a mãe era por demais apaixonada para deixar o seu filho ir. Um fazendeiro que passava por perto ouviu os gritos, pegou sua arma, fez pontaria e atirou no jacaré. Após semanas no hospital, o menino sobreviveu. Seus pés estavam muito feridos por causa do ataque do animal, e, em seus braços, havia riscos profundos onde as unhas de sua mãe estiveram cravadas no esforço sobre o filho que ela amava. Um repórter entrevistou o menino e perguntou-lhe se podia mostrar suas cicatrizes. O menino levantou seus pés. Mostrou-os ao repórter. E com orgulho, disse: “Olhe em meus braços. Eu também tenho grandes cicatrizes em meus braços. “Eu tenho essas cicatrizes porque minha mãe não me deixou ir”. Você e eu podemos nos identificar com esse menino. Nós também temos muitas cicatrizes. Não são as cicatrizes de um jacaré, ou algo tão dramático. Mas podem ser as cicatrizes de um passado doloroso.Podem ser algumas lembranças que incomodam o coração.Essas cicatrizes são feias e ainda te causam dores profundas. Você já parou para pensar no porquê dessas cicatrizes? Algumas foram feitas pelo jacaré. Mas outras foram feitas pela mãe. Algumas foram feitas pelo maligno e outras foram feitas por Deus. Deus é como a mãe daquele menino. Às vezes Ele nos fere para não nos perder para o maligno! Algumas feridas estão em nós porque Deus se recusou a nos deixar ir. E enquanto nos esforçávamos, Ele estava nos segurando nos braços. No texto lido o Apostolo Paulo diz: “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus.” Gl 6:17São várias as opiniões em relação ao real significado dessa marca que Paulo fala aqui.Mas é evidente que ele estava se referindo as cicatrizes literalmente: stigmata, que ficaram em seu corpo em conseqüência as perseguições, que sofrera quando em sua viagem pela galácia em sua primeira viagem missionária.Em lista por exemplo, ele foi apedrejado até quase a morte.As cicatrizes do corpo de Paulo pertenciam a Jesus, como as feridas que ele mesmo sofreu,Por que as feridas de Paulo foram de fato sofridas por causa de Cristo.As feridas infligidas ao corpo de Paulo eram evidências da intima comunhão que havia entre Jesus e Paulo“Estamos vivendo dias, onde muitos se dizem cristãos, mas na verdade não conseguimos mais identificá-los, pois as marcas em suas vidas se apagaram”,Temos nós hoje, em nosso corpo, as marcas de Cristo? Quais os sinais que evidenciam o senhorio de Jesus em nossas vidas? É claro que não falo de cicatrizes que possa haver em nossos corpos, pois, pela misericórdia de Deus, não enfrentamos perseguições desse porte, pelo menos aqui no Brasil.Contudo, falo de evidências em nosso viver diário que autenticam o nosso cristianismo; que comprovem que, verdadeiramente, somos de Cristo, somos filhos de Deus. Creio que algumas marcas são comuns a todos os cristãos.A primeira delas é:1-


A MARCA DA CONVERSÃOA conversão é o lado humano da mudança espiritual que se opera no homem, a qual, vista do lado divino, nós chamamos de regeneração.Nela há dois elementos. O primeiro deles é negativo e é chamado de arrependimento, constituído de tristeza que sente o pecador pelo seu estado de miséria e da resolução de abandonar o pecado. O segundo é positivo, chamado de fé, que é a resolução do pecador de voltar-se para Cristo. Portanto a conversão envolve fé e arrependimento”. A prova de que a nova vida realmente começou precisa ser buscada na conduta diária da pessoa. Paulo exorta-nos “Desenvolvei a vossa salvação”. Temos nós apresentado em nosso viver a marca da conversão? Há evidências claras da graça de Deus operada em nós?Outra marca que é comum a todos os cristãos é:2-


A MARCA DO SOFRIMENTO. O Rev. John MacArthur declarou que “a dor e o sofrimento são resultantes da hostilidade do mundo aos crentes e assim, seriam algo normal; alguma coisa que os crentes devem esperar acontecer em suas vidas”.Ainda que não gostemos de admitir, é algo que deve ser dito: o sofrimento faz parte da própria natureza da nossa vida com Cristo aqui neste mundo.. O Senhor mesmo declarou isto: “No mundo tereis aflições”; e referiu-se ao discipulado como “lançar mão no arado”, “tomar a cruz”, “negar a si mesmo”.Não devemos nos desanimar se nosso cristianismo não é popular e se poucos concordam conosco. “Estreita é a porta, e apertado o caminho e são poucos os que acertam por ela” (Mateus 7.14). Paulo enfrentou grandes tribulações, como já mencionamos, e ele comissionou Timóteo aos crentes de Tessalônica dizendo: “... a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto”.A Bíblia afirma que estamos crucificados com Cristo, o que nos identifica com o seu sofrimento e sua morte, ou como diz o apóstolo Pedro somos co-participantes dos sofrimentos de Cristo. Contudo, do mesmo modo que com Ele sofremos, também com Ele seremos consolados. “Se com Ele (Cristo) sofremos, também com Ele seremos glorificados” (Romanos 8.17). Paulo nos lembra que estas aflições são leves e temporárias em comparação com a glória eterna vindoura.Uma terceira e última marca que é indispensável ao cristão é:3-


A MARCA DO SERVIÇO

Marcos, o evangelista apresenta-nos Jesus como exemplo de servo. O próprio Mestre afirmou que não veio para ser servido, mas para servir. Toda existência foi gasta em prol do próximo. Suas palavras de graça, seu ensino com autoridade, seus milagres, tudo foi evidência que Ele havia vindo ao mundo para servir. Neste aspecto revolucionou o mundo grego, pois “a entrega voluntária de si mesmo ao serviço de seu próximo é estranha ao pensamento grego. O alvo mais sublime do homem era o desenvolvimento de sua própria personalidade”. Jesus traz a novidade de uma vida de serviço e exorta a sua igreja a seguir seu exemplo.Paulo nos lembra que outrora fomos escravos do pecado, mas que pela misericórdia de Deus, Jesus Cristo nos libertou desta escravidão e nos fez escravos de Deus. Para o apóstolo o homem sempre será escravo; ou do pecado, que traz vergonha e morte, ou de Deus, que resulta em santificação e vida eterna. Ele mesmo se viu como servo de Deus e se considerava um ministro. Ele é ministro de Deus, de Cristo, do Evangelho e da Igreja.”.Por certo poderíamos enumerar outras marcas, mas creio que estas já nos são suficientes. Que as marcas da conversão, do sofrimento e do serviço estejam presentes em nosso viver

Desprezado dentro do lar. Vivemos em uma sociedade que simplesmente ignora seu semelhante. Ignorar é como se o outro não existisse, n...