sábado, 27 de dezembro de 2008

Existem pastores com Profunda Solidão??


A Solidão do Pastor

João A. de Souza filho

Pastores costumam ser pessoas solitárias, por vocação. Conheço muitos pastores que têm amigos de verdade, e, no entanto, têm forte tendência à solidão! A maior parte deles vive se remoendo, enquanto lutam com seus problemas interiores, sem poder encontrar um amigo de confiança com o qual desabafar. Não podem conversar sobre seus problemas e conflitos com os membros da igreja; e sequer com os demais obreiros. Desabafam com Deus, enquanto derramam o coração em lágrimas em seus momentos de solidão. Pastores sofrem com a solidão. Ainda que acompanhados de tanta gente e cercados de colegas ministeriais vivem sós. Geralmente os obreiros que os cercam não o fazem como amigos ou companheiros de jugo, vivem de encômios - aplaudem e elogiam em busca de cargos ou privilégios. Raramente encontra-se um amigo que viva o compromisso de ajudar o líder, a ponto de admoestá-lo com amor.
Por outro lado, o líder em evidência se põe perante os demais colegas ministeriais como gente de esfera superior, que não precisa da ajuda de ninguém, como super-homem, intocável, impecável - isto mesmo, no sentido de que nunca peca - inviolável e que sabe superar seus problemas. Perante seus amigos e colegas tem uma imagem colorida de sucesso e poder - mas tais pastores são pessoas ímbeles, débeis, fracas, e esquecem que o poder de viver integralmente a vida cristã reside na dependência de Deus e na força de seus amigos.
Pastores são como águias que voam sós e vivem nos céus distantes - acima dos problemas - mas cheios destes. Deveriam agir como águias quando a sós com Deus, e quais ovelhas de um rebanho a viver ao lado dos demais.
Eis a razão porque os pastores aprendem a sofrer calados. Choram aos pés do Senhor confessando suas faltas. E gostariam de ter um amigo por perto. Mas, desabafar a quem? Arredios e acostumados a serem traídos, inteligentemente se calam. E sofrem. Gostariam de ter um amigo para conversar sobre sexo, dificuldades com a esposa, tentações, finanças, problemas pessoais, mas sofrem, ignotos, temendo o colega infido - infiel. Imaginam que podem ser traídos e prejudicados. Que diferença a confissão de pecados que os noviços e monges faziam ao seu superior nos mosteiros! Nada do que era confessado podia ser usado contra eles em juízo. Depois que se confessava, seu superior se calava sem jamais poder usar da confissão de seu subalterno como prova de condenação em juízo. Um superior quando sabia que o noviço pecara contra a igreja não aceitava confissão, do contrário a pessoa não poderia ser questionada por ele no tribunal.
Na falta de confessores, os pastores digladiam-se internamente com seus traumas e pecados. Esquecem que a confissão traz alivio à tensão, desabafa sentimentos, cura e traz paz interior. A confissão e as lágrimas ajudam o pastor a sentir que é humano, ao mesmo tempo em que é espiritual. A confissão afasta a caligem e impede que o obreiro se torne biltre e mendaz.
O verdadeiro líder encontra noutro líder, apoio, pois ambos reconhecem a fragilidade e a tendência ao pecado do ser humano. O verdadeiro líder entende que as pessoas vivem na fraqueza, e ele também sabe que vive as mesmas fraquezas.
As Escrituras não escondem as fraquezas e as tentações dos homens de Deus, até dos mais íntimos de Jeová. Noé, Abraão, Moisés, Davi, Elias e demais homens de Deus tiveram seus momentos de fraqueza, e alguns deles são vistos em momentos de depressão, e quando o escritor aos hebreus deles se utiliza para falar da fé, não menciona, em momento algum suas fraquezas, mas a fé e a perseverança que lhes levou a obter o galardão. Todos tiveram temores. Sara, a esposa de Abraão não creu - e, no entanto aparece em Hebreus como mulher de fé! Algumas daquelas fraquezas são imperdoáveis e inadmissíveis hoje pela liderança de certas denominações.
Que pastor não tem um exemplo de traição, de um obreiro que agiu de solércia - de ardileza a relatar? Quem transmitiu ao rebanho a idéia de que nós, pastores vivemos do gáudio e do júbilo apenas? Por que o rebanho imagina que o pastor e seu báculo com seu aspecto dominante são intocáveis? Todos temos fraquezas.
Podemos recender ao perfume de Deus, ao brilho de sua glória, mas Deus sempre deixa um quê de imperfeição para manter-nos humildes diante dele. Na vida familiar uma esposa que não acompanha o obreiro ministerialmente, um filho que se desvia; um negócio que emperra; uma calúnia que nos atordoa; um pecado do qual não conseguimos nos desvencilhar; qualquer coisa, para que nos envergonhemos de nossa imperfeição. O pastor - quando olha para o espelho e vê refletido nele a glória de Deus tem a tendência de se exaltar, mas ao olhar para si mesmo, percebe que a glória de Deus que sobre ele está acentua sua imperfeição, e se põe a chorar!
Paulo tinha uma fraqueza; todos temos fraquezas. Os santos caminham com fraquezas. Sempre que pensava em contar vantagens - gloriar-se - um mensageiro de Satanás esbofeteava a Paulo. Creio que esse espinho na carne não era uma doença física, mas alguma coisa no mundo espiritual. Já que visões, sonhos e revelações estão bem acima do natural, esse espinho, bem como o demônio que o atormentava situavam-se numa esfera espiritual. Deixe-me dizer isto: certas marcas de pecado jazem em nossa mente a fim de lembrar-nos de que somos salvos e vivemos por causa da graça de Deus. Paulo orou três vezes - mas Deus não afastou a imagem que o oprimia. Deus conhece a fraqueza de Paulo e indica-lhe que terá de conviver com ela toda a vida. A resposta de Deus? "A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo..." (2 Co 12.9).
"Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós" (2 Co 4.7). Meu colega pastor deixe-me dizer uma coisa: A glória de Deus somente opera em vasos imperfeitos. E nossa imperfeição está ali, apontando para nós, dizendo-nos que precisamos de Deus, sempre! Deus deixa certas falhas nos seus filhos para que aprendam a depender exclusivamente dele. A glória e a graça de Deus vêm sobre nós escondendo nossas fraquezas. Assim como os pés dos querubins eram pés de bezerro, na descrição de Ezequiel - feios - mas brilham com a glória de Deus, nosso caminhar é santificado por sua glória.
Somos como o Mefibosete da Bíblia. Este neto de Saul, aleijado de ambos os pés; este filho de Jônatas é agora trazido para a casa de Davi e com ele come à mesa. Mas era aleijado! No entanto, suas pernas não eram vistas, ficavam encobertas sob as toalhas da mesma do rei! (2 Sm 9). Somos imperfeitos no nosso caminhar - temos pés que não condizem com a natureza de glória, estes, no entanto, têm suas imperfeições cobertas com o brilho da glória de Deus!
No meio das tribulações - sejam elas devido a erros cometidos, a falhas humanas ou vindas diretamente de Satanás, o peso de glória é eterno, acima de toda comparação (2 Co 4.18). Porque a glória que sobre nós brilha vem de Deus. Apenas refletimos a glória de Deus!

Por isso, ao descrever este relato, faço-o na certeza de que não estou traindo alguém que me confiou seus temores. A pessoa em questão pode ser você mesmo que me lê. A que me refiro está velha demais para se importar com o fato. Viajo e ministro com pastores de todas as igrejas e de todas as denominações. Alguns homens de Deus abrem sua vida comigo à busca de soluções para seus problemas pessoais. E não posso trair a confiança em mim depositada.
O velho pastor abriu seu coração comigo. Ele tinha perguntas e inquietações não respondidas. Homem de ministério ilibado, reconhecido pela igreja, contou-me que lutou a vida toda contra as tendências homossexuais que o perturbavam periodicamente. Aceitava-se como heterossexual, constituíra família, mas não conseguia entender o por quê das tentações. Tivera uma experiência ou outra quando moço, mas depois que se convertera - afirmou - jamais voltara a práticas homossexuais por considerá-las pecado. As tentações o assombravam continuamente. Jamais se livrou delas ao longo da vida.
Sofrer tentações sem pecar é o segredo da vitória. Um hino da Harpa Cristã de linda melodia, diz:

Tentado não cedas; ceder é pecar;
Melhor e mais nobre, será triunfar;
Coragem ó crente! Domina teu mal
Deus pode livrar-te, de queda fatal!

É uma alusão ao texto de hebreus 4.15: "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado (...) e é capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas".
É nesta confiança, amado pastor, que confessamos ao Senhor nossas faltas, porque ele nos entende. À semelhança do sumo sacerdote que vivia cercado de fraquezas e que precisava, ele mesmo fazer a purificação de seus pecados antes de expiar os pecados do povo, também nós precisamos entender que os colegas que nos cercam vivem rodeados de fraquezas, que erram, e, como nós, são perdoados.
O nosso Senhor Jesus assumiu a forma humana, "para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote, nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados" (Hb 2.17-18).
Tenha um amigo. Abra seu coração!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Se eu fosse Bispo





Minha eclesiologia a respeito do modelo de governo de igreja é batista. Creio no governo local das igrejas. O titulo acima serve apenas de linha de partida para o que escreverei abaixo.
Se eu fosse bispo, determinaria que em todas as igrejas tivesse um dia na semana sem nenhuma programação para que as famílias se reunissem para um encontro familiar.
Se eu fosse bispo, determinaria que todos os pastores sob minha autoridade dedicassem um dia da semana à esposa e à família. Recomendaria que saíssem como um casal para um passeio, um lanche e que nesse dia não conversassem nada sobre os problemas da igreja.
Se eu fosse bispo, ao indicar um pastor para uma determinada igreja conversaria com sua esposa e filhos para saber se ele é um marido ou um pai exemplar.
Se eu fosse bispo, determinaria que em todas as igrejas tivesse uma classe de escola bíblica dominical onde trataria de um tema de fortalecimento familiar.
Se eu fosse bispo, determinaria que em todos os congressos de pastores não abordassem somente aspectos sobre a arte de liderar, de pregar, de administrar, mas também sobre a importância do pastor se relacionar com a esposa e dedicar tempo aos filhos.
Se eu fosse bispo, na minha denominação daria, anualmente, uma forte ênfase não somente às missões, evangelização, mas também à família.
Se eu fosse bispo, determinaria que as igrejas e pastores não realizassem nenhum casamento sem antes ter, no mínimo, oito encontros com os noivos e que num desses encontros os pais fossem chamados também.
Se eu fosse bispo, faria com que as igrejas trabalhassem com muito empenho num ministério voltado para os solteiros, divorciados e viúvos.
Se eu fosse bispo, faria com que os seminários teológicos dessem uma forte ênfase no ministério com famílias.
Se eu fosse bispo, orientaria os pastores a realizarem um culto mensal com ênfase na família.
Se eu fosse bispo, conscientizaria minhas igrejas que existem vários tipos de famílias. Procuraria mostrar que existe a família nuclear (pai, mãe e filho), a família conjugal (casal sem filhos), a família mono-parental (um pai ou uma mãe que cria o seu filho sem a presença do cônjuge), a família unipessoal (solteiros, divorciados e viúvos que moram sozinhos), a família multiparental (com filhos e filhas de matrimônios anteriores), a família ampliada (onde estão incluídos os parentes de um modo geral) e que devemos ministrar e ajudar essas famílias nos seus vários aspectos.
Se eu fosse bispo, teria um documento bíblico e claro para as igrejas a respeito do divórcio e segundo casamento.
Se eu fosse bispo, procuraria capacitar continuamente homens e mulheres que são chamados por Deus para o trabalho com famílias.
Como não sou, não quero e jamais serei um bispo, estou procurando conscientizar as igrejas nesses e em outros aspectos, cumprindo assim o ministério para qual Deus tem me chamado.
Por: Pr. Gilson Bifano

TERAPIA DE CASAIS E O SEU VALOR






Qual são os problemas mais comuns dos casais?

Geralmente os problemas estão na área financeira, relacionamento sexual, diferenças individuais, falta de tempo para se dedicar à relação conjugal, etc. Mas tudo se agrava quando o casal não tem uma boa comunicação nem compreensão a respeito um do outro.É impressionante como os cônjuges não se conhecem nem compreendem um ao outro. Vêem e julgam seus cônjuges a partir de si mesmos, o que é um grande erro. Homens e mulheres são diferentes um do outro como a água é do óleo. Não se pode misturá-los. É curioso, porque na teoria, eles sabem dessas diferenças, mas na prática do dia-a-dia não conseguem se dar conta de que, na verdade, não lidam bem com as diferenças e a individualidade de cada um.


Quais são as grandes queixas das mulheres?
Todas os casais que já atendi ou que atendo, as esposas reclamam da falta de romantismo; elas desejam ter namoro no casamento da mesma maneira que havia antes de se casar. Sentem-se extremamente carentes nesta área e passam a reclamar de tudo e ficam deprimidas. Como é difícil para o homem compreender este sentimento feminino, abre-se uma brecha no relacionamento e, freqüentemente, um esfriamento maior por parte do marido.Outra queixa é em relação as tarefas da casa. Hoje as mulheres também estão trabalhando fora e se sentem sobrecarregadas com o acúmulo de papéis e tarefas. Por isto estão solicitando mais a cooperação de seus maridos, o que acaba criando conflito, porque a maioria dos esposos são ajudantes, ainda ficando distante da expectativa das esposas, que é de dividir com ele a administração da casa e da família.


E dos homens?

As reclamações são mais variadas, mas eles se queixam muito da mulher que fica alienada, cuidando só da casa e de filhos. Eles se vêem crescendo como pessoa ou sozinhos para arcar com todas as despesas da família e gostariam de ter ajuda.Eles reclamam também da falta de compreensão com suas necessidades sexuais, como a freqüência ou realização de fantasias.Esposas que falam demais ou são muito autoritárias também se tornam um motivo de queixa para eles.

Na sua experiência uma terapia de casal pode livrar um casamento de um divórcio?

Sim. Entretanto, a terapia não é suficiente sem a plena cooperação dos cônjuges. Eles precisam querer a terapia, se dedicar ao tratamento, querer restaurar o relacionamento e trabalhar dia a dia para obter bons resultados com a terapia. Sozinho, nenhum terapeuta concerta relacionamentos conflituosos ou já quebrados.Terapia de casal consiste em trabalho, em exercícios e tarefas a serem realizados por ambos. Às vezes a terapia não caminha a contento porque os cônjuges ou o marido ou a mulher não cooperam. Para que certo, ambos precisam querer e cooperar.
Quando um casal deve procurar terapia de casal?

Tão logo percebam que não estão conseguindo, sozinhos e através do diálogo, resolver seus conflitos. O terapeuta entra como mediador e orientador, com o objetivo de ajudá-los a resolver os problemas, aprender a conversar e ter condições de daí por diante resolver seus conflitos.Atendi alguns casais que vieram nos primeiros meses de casados e os resultados foram ótimos e dentro de um período mais curto de tratamento.Medo de encarar de frente e enfrentar o problema; vergonha, por não ter sido auto-suficiente o bastante para resolver os conflitos; a idéia errônea de que crentes não podem precisar de psicólogo; dificuldade de encarar a realidade e admitir que o casamento está em crise e, alguns, pela dificuldade financeira ou falta de visão da importância desse investimento, vai adiando uma consulta terapêutica e a situação só vai se agravando.
Em que situação ou estágio os casais geralmente procuram terapia?

Infelizmente, quando o casamento já está na “UTI”. A maioria vem quando as mágoas já se enraizaram ou quando estão a ponto de se separar. O ideal seria que procurassem ajuda já nos primeiros sinais de problemas mal resolvidos.O pior é que chegam com uma expectativa muito grande da terapia, pensando que ali, no consultório do psicólogo, resolverão seus problemas como num passe de mágica. E não é bem assim. Psicólogo nenhum faz milagres; somente Deus pode fazê-los. E o casal precisa fazer a sua parte para que a terapia tenha bons resultados.

Para casais cristãos, que orientações daria na escolha de um terapeuta?

Anos atrás achava que qualquer terapeuta sério e competente seria uma boa escolha. Entretanto, a experiência tem mostrado que não é bem assim. Hoje, acredito que se deva buscar um terapeuta sério, competente e, acima de tudo, comprometido com a ética, os valores e os princípios bíblicos e temente a Deus.A indicação de alguém que já conheça o trabalho do terapeuta também é excelente.Pedir a indicação do pastor da igreja ou de algum casal maduro e experiente também é um ótimo caminho.


Quando a terapia não surte efeito?

Quando um dos cônjuges ou ambos não se dedicam de corpo, alma e espírito a terapia. Quando não estão dispostos a se deixar quebrantar pelo Espírito Santo nem querem realmente mudar o que for preciso mudar para melhorar o relacionamento conjugal. Até participam das sessões de terapia, mas não se mostram interessados o suficiente, nem se dedicam às tarefas dadas. A dureza do coração é um fator determinante.Tenho visto Deus fazer verdadeiros milagres em casamentos. Então acredito que todo casamento pode ser restaurado. É preciso que o casal acredite no milagre, faça sua parte para que ele se realize e tenha o casamento como uma aliança feita entre o casal e Deus. Se não utilizar esta “receita”, dificilmente a terapia dará certo. Muitos até nem se separam, mas continuam com o relacionamento conjugal não satisfatório, o que ainda deixa brechas para outras crises graves.Cônjuges com algum tipo doença mental, como depressão crônica, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), esquisofrenia, etc., também são muito difíceis de serem tratados. Além da terapia teriam que ser acompanhados por um psiquiatra e fazer uso de medicamentos, o que a maioria tem dificuldades de aceitar.


O quê um terapeuta não pode fazer numa terapia de casal?
Creio que um terapeuta de casal jamais deve aconselhar um casal a se separar. Esta tem de ser uma decisão única e exclusiva do casal ou de um dos cônjuges.Incompatibilidade de gênios não existe, pois somos todos incompatíveis. O que existe é a dureza de coração.Já vi vários casos de casais que se separaram e se casaram de novo com seus "ex".Já imaginou se depois eles dizem: “Nos separamos porque o terapeuta mandou!”?

Qual é a pior experiência de um terapeuta de casal?
Ver um casamento de acabar. È frustrante.Em vez de ajudar a restaurar o casamento, ajudar o casal a se desfazer do vínculo conjugal é desgastante. Mas não podemos tomar decisões por eles nem forçá-los a fazer isto.

E qual é a melhor?
Ver milagres acontecendo, o amor sendo recuperado, os corações sendo amolecidos, os casais voltando a se amar, a se relacionar sexualmente, se compreender e aceitar as diferenças, maridos e mulheres amadurecendo e descobrindo toda a beleza que há num relacionamento saudável.Inicialmente muitos saem do consultório aborrecidos, distantes um do outro. Mais tarde saem de mãos dadas, conversando. É lindo ver isso acontecer, é gratificante.Vejo Deus sendo glorificado e honrado cada vez que vejo isto acontecendo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

DIFERENÇA ENTRE O SEGUIDOR E O DISCIPULO

A DIFERENÇA ENTRE O SEGUIDOR E O DISCIPULO

1) O SEGUIDOR ESPERA PÃO E PEIXES; O DISCÍPULO É UM PESCADOR.
2) O SEGUIDOR LUTA POR CRESCER; O DISCÍPULO LUTA POR REPRODUZIR-SE.
3) O SEGUIDOR SE GANHA; O DISCÍPULO SE FAZ.
4) O SEGUIDOR GOSTA DO AFAGO; O DISCÍPULO GOSTA DO SERVIÇO E DO SACRIFÍCIO.
5) O SEGUIDOR ENTREGA PARTE DOS SEUS DESEJOS; O DISCÍPULO ENTREGA SUA VIDA.
6) O SEGUIDOR OUVE A PALAVRA E A GUARDA NO CORAÇÃO, O DISCÍPULO LEVA ESTA PALAVRA AOS AFLITOS;
7) O SEGUIDOR ESPERA QUE LHE APONTEM A TAREFA; O DISCÍPULO É SOLICITO EM TOMAR A RESPONSABILIDADE.
8) O SEGUIDOR QUASE SEMPRE MURMURA E RECLAMA; O DISCÍPULO OBEDECE E NEGA A SI MESMO.
9) O SEGUIDOR RECLAMA QUE O VISITEM; O DISCÍPULO VISITA .
10) O SEGUIDOR CONHECE A BÍBLIA DE CAPA A CAPA, O DISCÍPULO CONHECE E PRATICA O QUE SABE;
11) O SEGUIDOR PRATICA A CARIDADE, O DISCÍPULO PRATICA O MAIS PURO AMOR, O AMOR DE DEUS;
12) O SEGUIDOR SONHA COM A IGREJA IDEAL; O DISCÍPULO SE ENTREGA PARA FAZER A IGREJA REAL.
13) O SEGUIDOR DIZ: QUE BONITO; O DISCÍPULO DIZ: EIS-ME AQUI.
14) O SEGUIDOR APONTA O DEDO E MOSTRA AS PESSOAS PARA DEUS, O DISCÍPULO MOSTRA DEUS ÀS PESSOAS;
15) O SEGUIDOR ESPERA POR UM AVIVAMENTO NA IGREJA; O DISCÍPULO É PARTE DO AVIVAMENTO.
16) O SEGUIDOR É CONDICIONADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS; O DISCÍPULO AS APROVEITA PARA EXERCITAR SUA FÉ.
17) O SEGUIDOR VALE PORQUE SOMA; O DISCÍPULO VALE PORQUE MULTIPLICA.
18) O SEGUIDOR É IMPORTANTE; O DISCÍPULO É INDISPENSÁVEL.
19) O SEGUIDOR DIZ: “MEU PASTOR É JESUS”. O DISCÍPULO RECONHECE A AUTORIDADE DE JESUS E É ENSINADO, DISCIPULADO POR ALGUÉM, PORQUE VIVE DEBAIXO DE AUTORIDADE. (MT.28:19/RM.13:1-2).

Por quê alguns pastores não se reúnem com os outros?

02/07 -
Por quê alguns pastores não se reúnem com os outros?Josimar SalumMay 1, 2008É muito comum nos encontros de líderes, especialmente de pastores, preletores nem sempre ministrarem para satisfação geral, mesmo porque os ouvintes vêm de diversas denominações, crêem diferentemente dos outros, têm estilos e gostos distintos que são mesmos peculiares a cada um. Entretanto, isto é perfeitamente compreensível para cada um daqueles que decidiram valorizar mais os relacionamentos, respeitando as pessoas pelo que elas são, do que pelas suas formações religiosas, crenças, estilos e gostos peculiares. Contudo é comum algum líder discordar do que ouviu, ofender-se com alguma posição compartilhada e rejeitar o estilo do preletor e a partir daí, infelizmente, nunca mais voltar ao encontro, rejeitando radicalmente a oportunidade de relacionamento com outros líderes, irmãos em Cristo. Tenho observado na caminhada de relacionamento com líderes cristãos de várias nacionalidades que o egoísmo, a intolerância, a arrogância, o exclusivismo, o espírito crítico e a desobediência a Palavra de Deus têm desempenhado papéis preponderantes na disseminação de contendas, divisões e insucesso dos encontros entres líderes. O Espírito Santo determina que a única licença que temos para recusarmos a associação é com aqueles que dizendo-se irmãos, são devassos, ou avarentos, idólatras, maldizentes, beberrões, roubadores. (Conf. I Cor. 5:9-11) O egoísmo evidencia-se nas agendas próprias, no discurso mascarado de "Reino" quando o que se promove mesmo é o "reino pessoal", com a promoção exclusiva de programações pessoais e personalistas. A compreensão do que é o Reino de Deus e como se manifesta é essencial para romper com estes comportamentos egoístas que impedem a comunhão com os irmãos. A intolerância se manifesta na impaciência para com os erros dos irmãos, pela incompreensão de que todos, inclusive nós, temos o direito de pensar e falar diferentemente. Falta espírito de mansidão para encaminhar aquele que foi surpreendido em alguma falta. (Conf. Gal. 6:1). A humildade e o quebrantamento de nosso coração rompe com toda a intolerância, quando reconhecemos que Deus nos aceita como somos, e nos recebe como filhos pelos méritos exclusivos de Jesus Cristo, Aquele que não se envergonha de nos chamar de irmãos. A arrogância combinada ao orgulho, demonstrados no sentimento de superioridade, na exibição inconveniente de mostrar-se que é melhor e na falsa percepção de auto-importância isola o líder dos outros, e o impede de desfrutar do privilégio da comunhão. É urgente tomar e cingir-se com a toalha de Jesus e abaixar-se para lavar os pés dos irmãos. Servir é a vocação maior do Ministro de Cristo. É a vocação maior de Seus discípulos. Quem não serve não é discípulo DEle, muito menos ministro. O exclusivismo se manifesta no excessivo particularismo voltado para o ministério pessoal ou da denominação, inflado pela percepção falsa de que se é suficiente para fazer a obra de Deus, é melhor do que os outros e que os outros não sabem tanto. A simples compreensão de como funciona o Corpo de Cristo eliminaria todo exclusivismo, pois individualmente somos de fato membros uns dos outros. E se não somos membros uns dos outros não somos do Corpo. O espírito crítico é claramente percebido nas conversas entre líderes. Parece que se tornou um hábito indispensável. A Palavra de Deus declara: "Examinai tudo e retende o que é bom." Porém muitos líderes geralmente examinam tudo e retêm o que é ruim. A intolerância gerada por este cristicismo impiedoso têm condenado muitos preletores ao descrédito, simplesmente porque uma ou duas de suas expressões em seu ensino ou pregação não foram apropriados. Revestir-se da verdadeira humildade é a cura para esta enfermidade da alma, pois leva a reconhecer quem somos e a perceber que também erramos. Jesus orou ao Pai pela Unidade de Seus discípulos. É desobediência e rebelião a Sua vontade recusar a participar da comunhão dos santos na cidade. Todo esforço deve ser empreendido por cada um de nós para promover reconciliação e a união dos irmãos. Sem comunicação isto não é possível. Nossa indiferença não nos isenta de nossa responsabilidade. Não enxergar esta verdade é miopia espiritual. É não enxergar a amplitude e a diversidade do Corpo de Cristo. É preciso, pois, obedecer a Jesus. Para que todos os Seus discípulos sejam um.
Wassalam Issá Akbar

domingo, 14 de dezembro de 2008

A BATALHA PELA FAMILIA


Uma batalha está sendo travada nos nossos dias. É batalha em prol da família. Os dados inflamados do Maligno sobre a família são muitos. Vamos tentar lembrar de alguns: banalização do divórcio, relativismo moral, secularismo, imoralidade sexual de todo o tipo (homossexualismo, adultério, pedofilia, prostituição, incesto, sexo antes do casamento, pornografia, só para citar alguns), aborto, leis contrárias aos valores morais consagrados até então pela sociedade e outros.Lendo um livro de Charles Swindoll, Casamento: da sobrevivência ao sucesso, (Editora Thomas Nelson) fui levado a 1 Crônicas 12.23-38. Swindoll escreveu um pouco sobre Issacar (v32), mas procurei pensar nos detalhes de cada tribo que se juntou ao exército de Davi.Fiquei a pensar que na batalha que estamos travando a favor das famílias, precisamos conclamar homens e mulheres que se alistem nesse exército.Precisamos, no exército que batalha pela família, de pessoas que estejam prontas para qualquer tipo de combate, como os da tribo de Simeão. Diz a Bíblia que 7.100 guerreiros da tribo de Simeão eram guerreiros prontos para o combate (1Cr 12.25). Precisamos de gente assim. Gente que acredita que essa batalha é de Deus e esteja pronto.Precisamos de jovens como Zadoque (1Cr 12.28). Essa batalha requer jovens que acreditem que sexo antes do casamento é errado aos olhos de Deus. Precisamos de jovens como José, Daniel, Timóteo. Jovens que não têm medo de assumirem posições cristãs em suas universidades e círculos de amigo.O exército que luta pela família precisa de pessoas da estirpe de Issacar (1Cr 12.32). Gente que saiba como se posicionar biblicamente em relação aos temas que atingem a família, como por exemplo, aborto e homossexualismo. Gente que tenha o dom de escrever artigos e de pregarem sermões que não deixem dúvidas na cabeça de seus leitores e ouvintes. Gente que saiba tocar a trombeta de forma correta, tendo como base a Palavra de Deus. Caso contrário teremos um exército vacilante e sem saber por onde caminhar no campo de batalha (1Co 14.8).A família, enquanto instituição, quer contar com pessoas que sejam como os da tribo de Zebulom (1 Cr12.33). Gente que saiba usar todo o tipo de arma. Gente que tenha facilidade de falar, debater, propor leis, escrever, contribuir para organizações que defendem a família e organizar ações em favor da família. Pessoas totalmente decididas pela família.O exército que batalha pela família deseja ter em suas fileiras pessoas experientes, como os da tribo de Aser (1Cr 12.36). Se a tribo de Levi contribui com a juventude de Zadoque, a tribo de Aser contribui com guerreiros experientes. Pessoas que tenham experiência de vida conjugal e familiar para denunciar todo o tipo de pecado que tenta atingir a família.Todos os homens das tribos se apresentaram voluntariamente (1 Cr 12.38). Deus, o comandante desse exército, está a procura de homens e mulheres assim. As hostes do Maligno estão organizadas em movimentos, na mídia, nos parlamentos. E os filhos de Deus? Estão temerosos, vacilantes, indefinidos?A batalha está sendo travada todos os dias, silenciosamente. Requer de nós conscientização espiritual dessa luta, organização e ação. Para sermos vencedores precisamos nos apropriar das verdades da Palavra de Deus (Ef 6.10-20). Termino com uma frase de Dennis Rainey no seu livro Meditações Diárias para casais: “A batalha em prol da família será ganha se você e eu decidirmos conquistar a frente de batalha que está diante de nós”.
Por: Gilson Bifano

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Pastor vigia ovelhas na net

Pastor americano confessa vigiar seus membros através dos sites de relacionamentos Orkut, MySpace, Flickr, e LinkedIn. No púlpito, as informações serviam de fonte para as “pseudo revelações” tão elogiadas pelos fiéis.
O pastor Irwin Alton, de 62 anos, surpreendeu a muitos em seu sermão sábado (3/8), em Peoria, Arizona, nos Estados Unidos. Tamanha foi a especificidade dos pecados mencionados do púlpito que certos fiéis ficaram surpresos se reconhecendo nas palavras do pregador.
“Quando ele falou sobre matar o serviço no meio da semana para ir ao lago e comprar um novo barco, eu me senti pego em flagrante. Era como se o Espírito Santo estivesse falando diretamente comigo”, disse um dos membros da igreja.
Qual foi o segredo de Alton para colocar tão bem o “chapéu” em seus congregantes? O MySpace. Acessando o blog do homem citado anteriormente, por exemplo, o pastor viu as fotos da pescaria em grupo.
Segundo o site Lark News, Pr. Alton, que diz cultivar a reputação de ser contra a tecnologia, é um ávido leitor das redes sociais e blogs mantidos pelos membros de sua congregação.
“Aparentemente eu sou meio tapado, mas a verdade é que sou bom nisso”, disse o pastor à reportagem.
Apesar de referir-se à internet como “rede mundial do desperdício” e ao correio eletrônico como “pecado eletrônico”, o seu escritório, em casa, é um pequeno banco de computadores com mais de 170 sites nos favoritos. Entre eles, Twitter, MySpace, Facebook, LinkedIn, Digg e Flickr.
Semanalmente, Altom navega por estes sites durante horas, atrás de evidências de comportamento questionável pelas pessoas de sua igreja. Ele toma nota das práticas e então as utiliza nos seus sermões de domingo.
O rastreamento chega às páginas de amigos de pessoas da igreja. Foi assim que ele descobriu Emily Dotson, 31 anos, num bar local. Durante sua fala, Alton fez uma pausa, e disse: “Alguns de vocês têm freqüentado lugares que não deveriam, como bares, por exemplo”.
Emily ficou chocada: “Ele estava falando diretamente para mim”.
Depois do flagra, ela admitiu e confessou ter ido ao bar, mesmo que uma amiga estivesse celebrando o aniversário.
Ao falar de comportamento pecaminoso, Alton eventualmente erra alguns detalhes ou divaga, tudo propositalmente, para não dar tão na vista. Mesmo nunca tendo afirmado que as suas mensagens vêm via espírito santo, muitos na igreja acreditam que sim.
“Ele acerta tantas vezes que só pode ser de Deus”, disse um homem, completando: “nós viemos á igreja porque o pastor Alton é usado por Deus para falar a cada um de nós individualmente”. É incrível.
No caso de uma família, os Bixbys, o monitoramento durou semanas. Alton acompanhava de perto as festas da filha do casal pelo MySpace. Até que um dia, disse que alguns pais precisavam cuidar melhor das companhias dos filhos, antes que eles fizessem algo grave. Na mesma semana, os pais conversaram com a filha.
“Sentimos que se Deus era tão misericordioso para falar conosco de modo profético, nós deveríamos fazer algo”, disse o pai.
Mesmo enganando magistralmente seus fiéis, contribuindo para uma impressão errada entre os membros da igreja, Alton disse que não tem dores de consciência em não revelar suas “fontes”.
(Fonte: ClicRBS)
Este artigo foi publicado em 16:36 - 6/08/2008 às 16:36 .

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