sábado, 30 de janeiro de 2010

História das Assembléias de Deus no Brasil

História das Assembléias de Deus no Brasil
Emocione-se também conhecendo a Acão de Deus nas origens e na História de nossa denominação...


Como Tudo Começou
Enquanto o avivamento pentecostal expandia-se e dominava a vida religiosa de Chicago, na cidade de South Bend, no Estado de Indiana, que fica a cem quilômetros de Chicago, morava um pastor batista que se chamava Gunnar Vingren. Atraído pelos acontecimentos do avivamento de Chicago, o jovem foi a essa cidade a fim de saber o que realmente estava acontecendo ali. Diante da demonstração do poder divino, ele creu e foi batizado com o Espírito Santo.
Pouco tempo depois, Gunnar Vingren participou de uma convenção de igrejas batistas, em Chicago. Essas igrejas aceitaram o Movimento Pentecostal. Ali ele conheceu outro jovem sueco que se chamava Daniel Berg. Esse jovem também fora batizado com Espírito Santo. Ambos eram de origem sueca e membros da igreja batista em seu país, havendo emigrado para a América em épocas diferentes. Ali, não somente tomaram conhecimento do avivamento pentecostal, mas receberam-no individualmente de modo glorioso.
Posteriormente, já amigos e buscando juntos o Senhor, receberam Dele a chamada missionária para o Brasil. Através de uma revelação divina, o lugar tinha sido mencionado: Pará. Nenhum dos presentes conhecia aquela localidade. Após a oração, os jovens foram a uma biblioteca à procura de um mapa que lhes indicasse onde o Pará estava localizado. Foi quando descobriram que se tratava de um estado do Norte do Brasil. Era uma chamada de fé, pois para eles, era um lugar totalmente desconhecido.

Rumo ao Brasil
Gunnar Vingren e Daniel Berg despediram-se da igreja e dos irmãos em Chicago. A igreja levantou uma coleta para auxiliar os missionários que partiam. A quantia que lhes foi entregue só deu para a compra de duas passagens até nova Iorque. Quando lá chegassem, eles não saberiam como conseguir dinheiro para comprar mais duas passagens até o Pará. Porém, esse detalhe não os abalou em nada, nem os deteve em chicago à espera de mais recursos. Tinham convicção de que haviam sido convocados por Deus. Portanto, era da total responsabilidade de Deus fazer com que os recursos materiais inexistentes necessários à viagem surgissem.
Chegaram à grande metrópole, Nova Iorque, sem conhecer ninguém, e sem dinheiro para continuar a viagem. Os dois missionários caminhavam por uma das ruas da cidade, quando encontraram um negociante que conhecia o jovem Gunnar. Na noite anterior, enquanto em oração, aquele negociante sentira que devia certa quantia ao irmão Vingren. Pela manhã, aquele homem colocou a referida importância em um envelope para mandá-la pelo correio, mas enquanto estava caminhando para executar aquela tarefa, viu os dois enviados do Senhor surgirem à sua frente. Surpreso ao ver a maneira especial como Deus trabalhava, o comerciante contou-lhes sua experiência e entregou-lhe o envelope.
Quando o irmão Vingren abriu o envelope, encontrou dentro dele 90 dólares - exatamente o preço de duas passagens até o Pará.
Assim, no dia 5 de novembro de 1910, os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren deixaram Nova Iorque abordo do navio "CleMent" com destino à Belém do Pará. No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era quase que totalmente católico.

A Chegada de Gunnar Vingren e Daniel Berg no Brasil
No dia 19 de novembro de 1910, em um dia de sol causticante, os dois missionário desembarcaram em Belém. Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil.
Não possuíam eles amigos ou conhecidos na cidade de Belém. Não traziam endereço de alguém que os acolhessem ou orientasse. Carregando suas malas, enveredaram por uma rua. Ao alcançarem uma praça, sentaram-se em um banco para descansar; e aí fizeram a primeira oração em terras brasileiras. Seguindo a indicação de alguns passageiros com os quais viajaram, os missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg hospedaram-se num modesto hotel, cuja diária completa era de oito mil réis. Em uma das mesas do hotel, o irmão Vingren encontrou um jornal que tinha o endereço do pastor metodista Justus Nelson. No dia seguinte, foram procurá-lo, e contaram-lhe como Deus os tinha enviado como missionários para aquela cidade. Como Daniel Berg e Gunnar Vingren estivessem até aquele momento ligados à Igreja Batista na América (as igrejas que aceitavam o avivamento permaneciam com o mesmo nome), Justus Nelson os acompanhou à Igreja Batista, em Belém, e os apresentou ao responsável pelo trabalho, pastor Raimundo Nobre. E, assim, os missionários passaram a morar nas dependências da igreja. Alguns dias depois, Adriano Nobre, que pertencia à igreja presbiteriana e morava nas ilhas, foi a Belém em visita ao primo Raimundo Nobre. Este apresentou os missionários a Adriano, que imediatamente mostrou-se interessado em ajudá-los a aprender falar o português.
Passado um determinado tempo eles já podiam falar português. Vingren continuou a estudar a língua, enquanto Daniel trabalhava como fundidor. Passado algum tempo, Berg começou a dedicar-se ao trabalho de colportogem.

O Movimento Pentecostal Começa a Queimar os Corações Brasileiros
Os jovens missionários tinham o coração avivado pelo Espírito Santo, e oravam de dia e de noite. Oravam sem cessar. Esse fato chamou a atenção de alguns membros da igreja, que passaram a censurá-los, considerando-os fanáticos por dedicarem tanto tempo à oração. Mas isso não os abalou. Com desenvoltura e eloqüência, continuaram a pregar a salvação em Cristo Jesus e o batismo com o Espírito Santo, sempre alicerçados na Escrituras. Todavia, como resultado daquelas orações, alguns membros daquela Igreja Batista creram nas verdades do Evangelho completo que os missionários anunciavam. Os primeiros a declararem publicamente sua crença nas promessas divinas foram as irmãs Celina Albuquerque e Maria Nazaré. Elas não somente creram, mas resolveram permanecer em oração até que Deus as batizasse com Espírito Santo conforme o que está registrado em Atos 2.39.
Numa quinta-feira, uma hora da manhã de dois de junho de 1911, na Rua Siqueira Mendes, 67, na cidade de Belém, Celina de Albuquerque, enquanto orava, foi batizada com o Espírito Santo. Após o batismo daquela irmã começaria a luta acirrada. Na Igreja Batista alguns creram, porém outros não se predispuseram sequer a compreender a doutrina do Espírito Santo. Portanto, dois partidos estavam criados.
Devido a este movimento pentecostal, Daniel Berg e Gunnar Vingren e mais 17 simpatizantes foram expulsos daquela Igreja Batista, no dia 13 de junho de 1911. Na mesma noite da expulsão, ao chegarem a casa da irmã Celina, na Rua Siqueira Mendes, 67, os irmãos resolveram passar a se congregar ali, o que normalmente foi feito pelo espaço de mais ou menos três meses, com cultos dirigidos pelo missionário Vingren e pelo irmão Plácido. Daniel Berg pouco falava por ainda estar atrasado no aprendizado da língua.

A Fundação da Primeira Assembléia de Deus
Assim surgiu a necessidade de que o trabalho fosse organizado como igreja, o que se deu a 18 de junho de 1911, quando por deliberação unânime, foi fundada a Assembléia de Deus no Brasil, tendo em Daniel Berg e Gunnar Vingren os primeiros orientadores.
O termo Assembléia de Deus dado a denominação não tem uma origem definida entre nós, entretanto sugere-se estar ligado as Igrejas que na América do Norte professam a mesma doutrina e recebem a designação de Assembléia de Deus ou Igreja Pentecostal. Sobre a questão, é aceitável o seguinte testemunho do irmão Manoel Rodrigues: "Estou perfeitamente lembrado da primeira vez que se tocou neste assunto. Tínhamos saído de um culto na Vila Coroa. Estávamos na parada do bonde Bemal do Couto, canto com a Santa Casa de Misericórdia. O irmão Vingren perguntou-nos que nome deveria dar-se a Igreja, explicando que na América do Norte usavam o termo Assembléia de Deus ou Igreja Pentecostal. Todos os presentes concordaram em que deveria ser Assembléia de Deus.
Em 11 de Janeiro de 1968 a denominação foi registrada oficialmente como pessoa jurídica. Com o nome de Assembléia de Deus.

As Perseguições
A fundação da Assembléia de Deus repercutia profundamente entre as várias denominações. O medo que a Assembléia de Deus viesse a absorver as demais denominações fez com que estas se unissem para combater o movimento Pentecostal.
No ano de 1911, em Belém, alguns dispuseram-se a combater o Movimento Pentecostal em seu nascedouro. Para alcançarem esse intento, não escolhiam os meios: calúnia, intriga, delação e até agressão física. Tudo era válido. Chegaram, inclusive, a levar aos jornais a denúncia de que os pentecostais eram uma seita perigosa, tendo com prática o exorcismo. Enfim, alarmaram a população. A matéria no jornal A Folha do Norte, todavia, acabou por atrair numerosas pessoas para os cultos da nova igreja. Não poderia haver propaganda melhor.

A Chegada em São Paulo
Em 15 de novembro de 1927, por direção divina, chegava na capital de São Paulo o abençoado casal Daniel Berg e sua esposa Sara, para aqui semearem a boa semente do evangelho de Jesus. O primeiro culto nesta cidade foi realizado na mesma data em uma casa alugada na Vila Carrão, um bairro distante do centro da cidade. Este culto teve a participação do casal de missionários suecos, Simon Lundgren e Linnea Lundgren, e é a data oficial da fundação da igreja.
Orando muito, eles prosseguiam com as reuniões. Porém, aos poucos, a vizinhança começou a tomar conhecimennto dos cultos. Certo dia, quando estavam orando e cantando, uma senhora bateu à porta e convidaram-na para entrar. Perguntou-lhes se eram crentes, e eles responderam afirmativamente. Esta mulher contou-lhes que havia se convertido na Assembléia de Deus de Maceió, vindo depois para São Paulo. Em sua casa, vinha por muito tempo, com lágrimas, pedindo ao Senhor Jesus para que enviasse um servo seu para desenvolver a sua obra na cidade de São Paulo. O casal Berg compreendeu imediatamente que fora pelas orações desta irmã que o Senhor lhes enviara à capital paulista. Na família da mesma, haviam pessoas que estavam sedentas de salvação, que aceitaran o Evangelho com muita alegria. Muitos vizinhos começaram também a participar das reuniões, recebendo de bom grado a Palavra do Senhor e a Cristo como seu Salvador.
Alguns dias depois, um grupo de crentes que haviam saído de outra denominação (discordância doutrinária), passaram para a nova igreja. Entre eles estavam: Ernesto Ianone e a sua esposa Josefina; Vitaliano Piro e esposa; José Piro e esposa Elvira; Filomena Salzano e seus filhos Miguel e Luiz Salzano. Ainda faziam parte deste grupo, familiares da irmã Regina Antunes, de saudosa memória, que em fevereiro de 1989 passou para a eternidade: sua mãe Angelina Augusta Barretta e seu irmão Pedro Barretta Hallepian. Nascia assim a Igreja Evangélica Assembléia de Deus, do Ministério do Belém, que hoje já reune cerca de 2.000.000 de membros, e que teve como seus pastores: Daniel Berg, Samuel Nystron, Samuel Hedlund, Simon Lundgren, Francisco Gonzaga da Silva, Bruno Skolimovski, Cícero Canuto de Lima, e o atual pastor José Wellington Bezerra da Costa.

Fontes:
http://www.ad.org.br
http://www.cgadb.com.br
http://www.igrejamorumbi.amovoce.net/historia.html

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O mundo da Voltas

Há algum tempo, revi uma amiga minha que morava em NY, e agora voltou a morar aqui. Motivo: porque o Brasil é o “Brasil brasileiro” e aqui ela tem amigos.

O melhor, além de termos nos vistos e falado muita besteira, foi perceber o quanto ela é sensata, está mais madura e quer muito o nosso bem, meu e da Veca, minha irmã.

Conversando sobre o passado falamos a seguinte frase: “O mundo dá voltas!”

Fiquei pensando se isso era um jargão ou poderia ser profundo. Refletindo e pensando nas coisas da vida, cheguei a conclusão de que o mundo da voltas sim, mas a gente não pode ficar parado no tempo, no passado, na mágoa, porque se não quando percebemos o quanto tempo perdemos é capaz de além de estarmos estacionados nos afundarmos em nossas frustrações, decepções, desilusões, enfim nos tropeços da vida.

Por isso temos que cair, chorar, mas depois levantar e continuar a luta, caminhar, mesmo “capengas”. Se pararmos, perderemos experiências, oportunidade de nos encontrarmos com pessoas e nos relacionarmos com elas. E aí quando o mundo der suas voltas poderemos rever, recomeçar, perdoar, se alegrar, reencontrar, lamentar, reconhecer os erros e o mais excelente da caminhada: aprender e ensinar, ou seja, trocar vivências com as pessoas. Fazendo o que Jesus fez e nos ensinou.

Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar”.

Sei lá, mas acho que o mundo dá voltas sim, mas pra coisas justas. Tem justiças que são para entregarmos a Deus, e esperarmos, mas enquanto esperamos, vivemos. Acho que isso é uma das chaves da vida, a confiança em que certas justiças são de Deus, não do homem e nem da lei. Basta confiarmos e acreditarmos que Deus é justo!

Acho que é aí que temos que deixar de ser ansiosos e descansarmos nele, no colo dele, daquele que nos amou primeiro e que apesar de nós fará justiça no tempo certo.

E pensando nisso devemos todos os dias, ao acordar, levantar e viver pra Ele, pra honra e glória dele. Creio que enquanto formos andando e o mundo girando, veremos a sua justiça em nós com o perdão ou com a transformação pelo amor.

Nisso sim podemos pensar que o mundo dá voltas, e quando nos depararmos com a injustiça ou as coisas mal resolvidas, iremos ver com outros olhos, em outro ângulo e tendo outro foco.

Por isso Jesus disse que devemos buscar em PRIMEIRO lugar o Reino e a justiça e TODAS as demais coisas nos serão acrescentadas.

Resumindo: não devemos esperar o mundo dar voltas parados, devemos, se possível, dar uma volta nele.

Monalisa d’ Avila
Canal de Relacionamento

Ptomessas

Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o SENHOR, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração.” Jeremias 29.11-13

É incrível o amor de Deus demonstrado nessas palavras. Ele mandou Jeremias escrevê-las para dar ao seu povo que estava exilado na Babilônia. Os israelitas já tinham sofrido horrores e muito ainda iria acontecer em setenta anos, o tempo determinado por Deus para que ficassem cativos.

Não podemos ser hipócritas e condenarmos os israelitas por não crerem nas palavras que Jeremias transmitia. Coloquemo-nos no lugar deles para refletirmos qual seria nossa reação passando pelas mesmas situações que eles…

É difícil acreditarmos em promessas quando não temos nada de concreto para nos apoiar. Na maioria das vezes agimos como Tomé e queremos ver/ tocar para crer, nos esquecendo de que o justo deve viver pela fé.

Pensando “por cima” sobre alguns personagens bíblicos, podemos observar que em meio a grandes dificuldades que passaram, receberam de Deus grandiosas e maravilhosas promessas. Foi assim com Abrãao, que teve que subir ao monte para “sacrificar” seu filho; com Davi, ungido rei, mas que quase foi morto por Saul; com Elias ao ser perseguido por Jezabel; com Paulo sendo preso e açoitado inúmeras vezes; e com tantos outros, inclusive Jesus, que sofreu de todas a maior perseguição e dor.

Não é diferente hoje. Muitos cristãos continuam sofrendo perseguições, mortes e todo tipo de violência. Mas eles possuem também a fé nas promessas de Deus, assim como seus antecessores.

Com o ano que está se iniciando não podemos esperar que a perseguição acabe, contudo, continuaremos a acreditar nas promessas de Deus, esperando sua concretização com fé e suportando uns aos outros em suas necessidades e fraquezas.

Vamos seguir em frente mesmo diante das dificuldades e dos sofrimentos. Aquele que nos fez a promessa de paz e de um futuro próspero é fiel para cumprí-la. Nessa caminhada não estamos sozinhos, ainda que às vezes pareça. Como Corpo de Cristo vamos buscar cada vez mais a unidade, com aqueles que estão ao nosso lado ou do outro lado do mundo. Perseguido ou não. Na alegria ou em meios as lágrimas.

Que o ano de 2010 seja um ano de realização e de alegrias que têm como ponto de partida o próprio Deus. Que nossa satisfação e nossos sonhos sejam os de Deus. Que nossa motivação esteja nele. E que o amor que temos pelo próximo seja o mesmo que Ele tem por nós.

A família Portas Abertas deseja um ótimo Ano Novo, na presença de Deus. Que em 2010 possamos continuar sendo um nele, combatendo o bom combate da fé e suprindo as necessidades da Igreja Perseguida.

Desiree Froes Rocha
Gestão do Conhecimento

É por acaso?
Publicado 28/12/2009 r H

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

O CONCEITO DA BÍBLIA

Infedelidade cnjugal
O que se guinifica

A maioria das pessoas espera que marido e mulher sejam sexualmente fiéis um ao outro. Esse conceito de fidelidade conjugal está em harmonia com o que a Bíblia diz: “O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado.” — Hebreus 13:4.

SERÁ que ser fiel no casamento significa apenas não ter relações sexuais com outros parceiros? O que dizer de fantasias sexuais com alguém que não seja seu cônjuge? Ter uma amizade íntima com alguém do sexo oposto poderia se tornar uma forma de infidelidade?

As fantasias sexuais são inofensivas?
A Bíblia fala do sexo como uma parte natural e saudável do casamento, uma fonte de alegria e satisfação mútua. (Provérbios 5:18, 19) Mas hoje muitos especialistas acreditam que é normal — até mesmo saudável — uma pessoa casada ter fantasias sexuais com outros parceiros. Será que essas fantasias são inofensivas desde que não se tornem realidade?

As fantasias sexuais normalmente visam a satisfação pessoal. Esse comportamento egocêntrico vai de encontro aos conselhos da Bíblia para os casados. Sobre as relações sexuais, a Palavra de Deus diz: “A esposa não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o seu marido; do mesmo modo, também, o marido não exerce autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a sua esposa.” (1 Coríntios 7:4) Seguir os conselhos da Bíblia evita que o sexo não passe de um simples meio de satisfazer desejos egoístas alimentados pelas fantasias. Em resultado, marido e mulher são mais felizes. — Atos 20:35; Filipenses 2:4.

Ter fantasias sexuais com outro parceiro é como ensaiar mentalmente ações que, se praticadas, causariam muita mágoa ao cônjuge. Será que as fantasias sexuais aumentam a probabilidade de cometer adultério? A resposta direta é sim. A Bíblia ilustra a relação entre pensamentos e ações: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado.” — Tiago 1:14, 15.

Jesus disse: “Todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” (Mateus 5:28) Por se recusar a cultivar fantasias adúlteras, você está ‘resguardando seu coração’ e protegendo seu casamento. — Provérbios 4:23.

Por que permanecer emocionalmente fiel?
Um casamento bem-sucedido precisa de “devoção exclusiva” por parte dos cônjuges. (Cântico de Salomão 8:6; Provérbios 5:15-18) O que isso significa? Embora seja normal ter amigos de ambos os sexos, seu cônjuge é quem tem prioridade sobre seu tempo, atenção e energia emocional. Qualquer outro relacionamento que recebe o que de direito pertence a seu cônjuge é um tipo de “infidelidade”, mesmo que não envolva atividade sexual.*

“Todo aquele que persiste em olhar para uma mulher, a ponto de ter paixão por ela, já cometeu no coração adultério com ela.” — Mateus 5:28.
Como um relacionamento assim pode se desenvolver? Uma pessoa do sexo oposto talvez pareça mais atraente ou compreensiva do que seu cônjuge. Passar tempo com ela no local de trabalho ou em outras ocasiões pode levar a conversas sobre assuntos pessoais, incluindo problemas ou desapontamentos no casamento. Isso pode criar uma dependência emocional. Conversar pessoalmente, por telefone ou pela internet pode levar a trair a confiança do cônjuge. É apropriado que certos assuntos sejam conversados apenas entre marido e mulher e que essa conversa, ou “palestra confidencial”, fique somente entre eles. — Provérbios 25:9.

Cuidado para não se justificar, dizendo que não existem sentimentos românticos quando de fato existem! ‘O coração é traiçoeiro’, diz Jeremias 17:9. Se você tem uma amizade íntima com alguém do sexo oposto, pergunte-se: ‘Tento escondê-la? Fico na defensiva ao falar sobre isso? Ficaria constrangido se meu cônjuge por acaso ouvisse nossas conversas? Como me sentiria se ele tivesse uma amizade assim?’ — Mateus 7:12.

Um relacionamento impróprio pode arruinar o casamento, visto que a intimidade emocional abre caminho para a intimidade sexual. Como Jesus alertou, “do coração vêm . . . adultérios”. (Mateus 15:19) No entanto, mesmo que não haja adultério, o dano causado pela perda de confiança pode ser extremamente difícil de consertar. Uma esposa chamada Karen# disse: “Quando descobri que Marcos telefonava às escondidas várias vezes por dia para outra mulher, fiquei arrasada. É muito difícil acreditar que eles não estavam tendo relações sexuais. Acho que nunca mais conseguirei confiar nele.”

Não se torne muito íntimo de pessoas do sexo oposto. Fique atento à presença de sentimentos impróprios e não justifique motivações impuras. Se você acha que uma amizade está ameaçando seu casamento, aja depressa — estabeleça limites ou coloque um fim nela. A Bíblia diz: “Argucioso é aquele que tem visto a calamidade e passa a esconder-se.” — Provérbios 22:3.

“Uma só carne” — proteja essa união
A intenção de nosso Criador é que o casamento seja o relacionamento mais achegado entre dois humanos. Ele disse que o marido e a esposa “têm de tornar-se uma só carne”. (Gênesis 2:24) Essa união de uma só carne significa mais do que intimidade sexual. Inclui profundo apego emocional, que é fortalecido pelo altruísmo, confiança e respeito mútuo. (Provérbios 31:11; Malaquias 2:14, 15; Efésios 5:28, 33) Por aplicar esses princípios, seu casamento será protegido contra o dano causado pela infidelidade mental e emocional.


--------------------------------------------------------------------------------

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Neste mundo, todos nós, querendo ou não, somos sempre dirigidos por alguma coisa, seja na área espiritual, emocional, física ou material. Algumas pessoas podem estar sendo guiadas pela pressão. Outras, por lembranças dolorosas; e há aquelas que são dirigidas por valores e crenças que internalizaram desde a infância.

Existem centenas de circunstâncias que podem definir a nossa vida. Segundo alguns estudiosos do comportamento humano, há quatro atitudes que são as mais comuns a todas as pessoas: a raiva, o medo, o materialismo e a aprovação. Neste artigo, trataremos das duas primeiras.

As pessoas dirigidas pela raiva vivem apegadas às magoas, sem jamais superá-las. Em vez de aliviarem a dor por meio do perdão, estão continuamente revivendo o fato doloroso em sua mente. Aqueles que são guiados pela raiva "fecham-se" e interiorizam esse sentimento. Resultado: acabam se autodestruindo nas áreas espiritual, emocional e física.

Saiba que a raiva, quando não é canalizada para uma ação benéfica, sempre machucará mais a você do que a pessoa que lhe trouxe tal indignação. Para sua própria saúde espiritual, emocional e física, aprenda a lidar de modo saudável com a raiva. Busque em Deus o perdão para si mesmo e para o seu próximo pelos erros cometidos no passado. Não deixe o sol se pôr sobre a sua ira. Resolva sempre a questão da melhor maneira possível, praticando o bem. O apóstolo Paulo disse: Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem (Romanos 12.21).

Nossos medos são geralmente resultado de experiências traumáticas; expectativas ilusórias; do crescimento em um lar extremamente severo ou mesmo de predisposição genética. Independente do que tenha causado tal situação, as pessoas dirigidas pelo medo perdem com freqüência grandes oportunidades em sua vida. E assim, infelizmente não têm experiências com o Senhor, deixam de amadurecer, de crescer espiritualmente, porque limitam a sua vida de fé.

Em 1 João 5.4, é dito: Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Em Hebreus 11.6, vemos que: De fato, sem fé é impossível agradar a Deus (ARA).

Você tem que desenvolver uma vida diária de fé para que atinja os seus projetos, os seus sonhos, e alcance o seu foco. Existem diversas pessoas que limitam o seu potencial em todas as áreas da vida, porque são dominadas pelo medo — sentimento que paralisa o ser humano. Outras estão perdendo ou jogando fora as melhores oportunidades de sua vida, simplesmente porque o medo as impede de correr riscos.

No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo. Nós o amamos [e por isso confiamos em Deus] porque ele nos amou primeiro (1 João 4.18,19 - Nova Tradução da Linguagem de Hoje).

Ao terminar de ler este artigo, faça uma análise de sua vida espiritual, física e material e depois responda: estou sendo dirigido, guiado, pela raiva e pelo medo?

Um abraço! Deus o abençoe!



Fonte: Extraído da Revista Fiel número 30

Tirando a máscara

Não se deixe enganar pela minha falsa aparência. Não se deixe enganar pela minha máscara.
Eu me escondo por trás de milhares de máscaras e tenho medo de tirá-las. Nenhuma delas identifica-se com a minha face.

Para mim, fazer representações é uma arte; é demonstrar o que eu na realidade não sou.

Demonstro estar seguro, em paz, tranqüilo e feliz comigo mesmo, e expresso uma falsa alegria.

Segurança é o meu nome, e faço da tranqüilidade um jogo de interesse.

Procuro ser diferente e invariavelmente dissimulado. Aparento estar calmo, com o controle da situação, e procuro não aceitar a ajuda de ninguém.

Por favor, não acredite em mim, não se deixe enganar pela minha máscara.

Quem sou eu? Sou alguém que você conhece muito bem. Estou presente em seu dia-a-dia e tenho dominado a vida de homens e mulheres.

(Autor desconhecido)

Todos nós, seres humanos, temos o desejo natural de nos tornarmos reconhecidos por nossos talentos e valores espirituais. Por outro lado, às vezes também lutamos contra o sentimento de medo de sermos rejeitados em nosso convívio.

O que fazemos, então, para nos proteger? Muitas vezes nos encobrimos com máscaras e fingimos mostrar o que não somos. Escondemos o nosso verdadeiro eu, a nossa personalidade.

Muitos pensam: “Se alguém descobrir a minha real identidade, o meu caráter, terá dificuldades para gostar de mim”. Isto acontece porque o homem é um ser espiritualmente fraco e está habituado a comparar-se com os outros e a sentir-se inferior. Ele esconde-se por trás de uma máscara, gerando, assim, intenso sofrimento em sua vida, e não consegue se realizar pessoalmente.

Quando a nossa verdadeira identidade não é revelada aos outros, desenvolvemos um eu incoerente, fragmentado e fragilizado, e a nossa aparência não expressa nossos sentimentos. Estamos sempre preocupados em causar boa impressão aos outros, preocupados com a nossa aparência, com o que as pessoas poderão pensar ou falar a nosso respeito. Quando agimos assim escondemos a nossa própria personalidade e deixamos de cumprir os objetivos para os quais Deus nos criou.

As pessoas de personalidade fraca mas que conseguem fortalecer o seu eu sentem-se suficientemente seguras para desenvolver seu potencial e se dedicar a outras pessoas. Fazem isso não porque desejam demonstrar através de suas atitudes que são pessoas amáveis. Elas agem assim para tentarem compensar a fraqueza de seu caráter através de suas boas ações.

É provável que você pergunte: “É possível uma pessoa realizada esconder-se por trás de uma máscara?” Sim. É possível. Se por acaso observarmos que somos rejeitados em nosso convívio ou atravessamos alguma provação, é quase certo que nos valeremos de uma máscara para nos proteger.

Porém, se nestes momentos tirarmos a nossa máscara e revelarmos quem realmente somos; se nos propusermos a enfrentar os nossos medos, as nossas inseguranças, se soubermos lutar honestamente pela realização de nossos sonhos e expressarmos as nossas alegrias, certamente as pessoas de nosso convívio seguirão o nosso exemplo, e assim nos tornaremos aceitos em nosso grupo. Isto é reconfortante, pois descobrimos que não estamos sós, que podemos nos identificar com o nosso próximo como seres humanos vulneráveis, e isto nos ajuda a criarmos boas amizades.

Portanto, se você quer se tornar uma pessoa realizada, tem que ter a coragem de tirar a máscara e mostrar quem realmente você é. Só assim você poderá ser você mesmo e se sentirá bem espiritual, emocional e fisicamente.

Ter um eu saudável é saber que você é filho de Deus, amado e aceito da maneira como é. Nunca se sinta inferiorizado ou diminuído e com pena de si mesmo. Enfrente com dignidade suas dores, dificuldades, angústias e pensamentos negativos. Seja autor da sua história. “Ame a Deus o bastante para reconhecer o valor que você tem aos olhos dEle” (Kay Marshall).

Que Deus o abençoe abundantemente.


Fonte: Extraído da Revista Colaborador Fiel número 11

Relacionando-se consigo mesmo

Querido leitor, para mim é uma alegria muito grande estar mais uma vez em contato com você. Continuo rogando as suas orações para que tudo o que escrevermos nesta coluna abençoe as nossas vidas.

“O caminho para Deus diz muito mais a respeito de se conhecer a si mesmo do que buscar exaustivamente o conhecimento”, disse certa vez o grande teólogo alemão Thomas a Kempis.

Certa vez Sócrates disse: “Conhece-te a ti mesmo”. E o apóstolo Paulo, falando em 1 Co 11.23a sobre a celebração da Santa Ceia, disse: “Examine-se, pois, o homem a si mesmo...”. Em outras palavras: Conheça-se. Descubra como está a sua vida em relação a você mesmo e a outras pessoas.

Quantas pessoas realmente se conhecem? Quantas têm um amor próprio saudável? Quantas estão cuidando bem de sua saúde espiritual, emocional e física? Vivemos hoje uma vida de muitas agitações, dedicando-nos ao nosso trabalho, ao nosso cônjuge, aos nossos filhos, aos nossos familiares, aos nossos amigos, ao nosso Deus. Porém, muitas vezes não estamos cuidando de nós mesmos.

Saiba que você é sua maior ferramenta que ajudará a obter relacionamentos saudáveis com você mesmo, com Deus, com a sua família, com a sua igreja, com os seus amigos e com o seu trabalho. Se você não estiver bem com você mesmo, nada mais poderá estar bem, seja na área física, emocional e espiritual.

Para que você seja bênção e se torne uma pessoa útil em seus relacionamentos, precisa antes de tudo estar bem com você mesmo. Esta foi uma ordenança do próprio Senhor Jesus Cristo.
“Ame a Deus em primeiro lugar, e ao seu próximo como você ama a você” (Mc 12.30,31).

Como está o seu relacionamento? Você tem amado e cuidado de você mesmo? Reflita sobre estas perguntas: na área espiritual, como está o seu relacionamento com Deus? Você tem se relacionado diariamente com Ele? Você tem buscado mais poder através da Palavra do Senhor e da oração? Você tem procurado viver em união com os irmãos em Cristo?

Na área emocional, como está seu relacionamento com você mesmo e em relação às pessoas de seu convívio? Você tem controlado as suas emoções? Você tem buscado a sabedoria de Deus para resolver os conflitos? Você tem superado mágoas, feridas e traumas do passado?

Pergunte a você mesmo quais são as atitudes que você precisa tomar para melhorar as áreas de sua vida onde mais tem falhado.

Em primeiro lugar, ore e peça ao Senhor que lhe oriente através da Sua Palavra ou através de alguém que possa lhe ajudar. Em segundo lugar, esforce-se e faça o que estiver ao seu alcance para mudar. Toda mudança tem que começar dentro de nós mesmos.

Saiba que o ser humano só será motivado a investir em sua vida espiritual, emocional e física a partir do momento em que ele toma a iniciativa de se conhecer melhor, relacionar-se bem consigo mesmo, amando-se e valorizando-se, independente do que lhe tenha acontecido em sua história de vida.

Somente passamos a investir nas áreas de nossa vida quando reconhecemos que somos os autores de nossa própria história. Quando agimos assim adquirimos forças para não nos deixarmos levar pelas circunstâncias, reconhecemos que a vida é nosso maior tesouro pessoal, procuramos consertar as nossas falhas e nos aprimoramos para fazer mudanças.

Faça uma análise introspectiva. Pergunte a você mesmo: Será que me sinto realizado com minha sexualidade? Sinto-me realmente feliz do modo como Deus me criou? Sinto-me bem com o meu cônjuge? Com os meus filhos? Com os meus amigos? Com os meus parentes? Com os meus irmãos em Cristo? Com os meus colegas de trabalho? Com os meus líderes? Com meus vizinhos? Como está a minha saúde física? Qual foi a última vez que eu fiz um check-up médico? Eu tenho praticado exercícios físicos com freqüência? Tenho controlado o meu peso? A minha alimentação? O meu sono? As minhas finanças? Será que tenho economizado? Tenho alguma caderneta de poupança? Tenho compartilhado com os mais necessitados? Sou dizimista e ofertante? Tenho sido uma pessoa flexível ou irredutível?

Após ler e responder em seu íntimo todas estas perguntas, pare um pouco. Releia-as. Anote em uma agenda ou caderno as áreas de sua vida que precisam ser mudadas ou melhoradas.

Para você melhorar em todas as áreas de sua vida, precisa investir em sua qualidade de vida e reconhecer que você é o autor de sua própria história. Afinal, a nossa vida é um grande livro. É nossa responsabilidade escrevermos os textos de nossa existência através de nossos relacionamentos.

Sonya Friechaman disse: “Saiba que você exerce controle sobre três coisas: o que pensa, o que diz e o modo como se comporta”.

Para que haja uma mudança em sua vida, é preciso que você reconheça estes dons. Eles são as ferramentas mais poderosas que você possui para definir o modelo de sua vida.
Um abraço. Que Deus o abençoe grandemente.



Fonte: Extraído da Revista Colaborador Fiel número 2